Aspectos agronômicos: Planta da família Verbenaceae, nativa das Américas. Cresce espontaneamente desde o Texas até a Argentina.

Nomes comuns: Falsa melissa, alecrim-do-campo, alecrim-do-mato, chá-de-febre, chá-de-frade, erva cidreira, cidreirinha brava, erva cidreira do campo, cidreira de burro, sálvia brava, sálvia do Brasil, sálvia da gripe.
Arbusto perene de clima tropical a subtropical. Em regiões sujeitas a geadas, há a queima da parte aérea, mas a planta rebrota na primavera. Requer solos de fertilidade mediana, com boa drenagem e com bom teor de matéria orgânica.

Propagação: Por estacas dos ponteiros da planta, com aproximadamente 20 cm. Plantio em saquinhos, de setembro a janeiro.

Espaçamento: De 30 a 50 cm entre plantas x 50 cm entrelinhas. Pode-se optar por fileiras duplas: 30 cm entre plantas x 30 cm entrelinhas x 60 cm entre fileiras duplas.
Porte da planta: Pode atingir até 2 m, mas em geral não ultrapassa 1 m de altura.

Colheita: Início em 3 a 4 meses após o plantio. Maiores rendimentos obtém-se após 5 meses.
Rendimento: 2,5 a 3 t/ha/ano de folhas secas.

Secagem: A temperatura máxima deve ficar em torno de 45º C.
Usos terapêuticos: Analgésica, antiespasmódica, relaxante muscular, calmante, digestiva, aromática, diurética, expectorante, galactagoga (auxiliar na secreção de leite materno).

Princípios ativos: Óleos essenciais (citral, limoneno, citronelol, geraneol, verbenona, nerol, carvona, piperitenona, beta-guaieno, chavicol, cineol, mirceno, cariofileno, etc), ácido valeriânico, flavonóides.
Partes utilizadas: Folhas e ramos novos.
Formas de uso e dosagem: Chá por infusão (20 a 40 g/litro de água - até 600 ml/dia)

Formas farmacêuticas: Tinturas, óleos, extratos.
Tempo de uso: Utilizar por períodos máximos de 3 meses ininterruptos.

Efeitos colaterais: Não referidos quando utilizada na dosagem adequada; Seu uso prolongado pode ocasionar irritação gástrica.

Contra-indicações: Gravidez, pelo efeito relaxante muscular.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fonte principal de consulta: ''Cultivo de plantas aromáticas e medicinais'' - Iapar - Autor: Eng. Agr. Paulo Guilherme F. Ribeiro; Co-autor: Dr. Rui Cépil Diniz, médico, com especializações em Fitomedicina e Saúde da Família. Tel.: (43) 3321-0652, e-mail: [email protected]. Livro em fase de conclusão para publicação.

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