PLANTAS MEDICINAIS
Cristina Côrtes
De Londrina
Escrevemos hoje sobre a cavalinha por sugestão de uma leitora do sudoeste do Paraná que pede informações, principalmente sobre o cultivo da planta. De uso não muito popular, a cavalinha é uma planta de caule aéreo, verde, com cerca de quase um metro de altura. As folhas são pequenas. É comum em lugares úmidos, terrenos pantanosos. A planta é originária da Europa.
É utilizada para fins terapêuticos, por ser diurética e combater a anemia. Mas, uma curiosidade é que também é usada para polir superfícies de madeira, entra na composição de creme dentais e na fabricação fogos de artificiais coloridos.
Segundo o agrônomo Guilherme Casanova, do Centro de Oficinas da Mulher, da Secretaria Especial da Mulher de Londrina, existem duas espécies de cavalinha a Equisetum arvense (com talos eretos, de onde saem ramos laterais nos nós) e Equisetum hyemale (que não possui ramos laterais).
CultivoA planta cresce em qualquer terreno, preferindo os mais úmidos, atingindo cerca de 50 cm de altura e espalha-se pelo terreno pela propagação de rizoma horizontal. O caule é oco, estriado, esverdeado e com nós, áspero ao toque do dedos devido a grande quantidade de silício. Não possui flores nem sementes, apesar de formar dois tipos de caules: um fértil e outro estéril.
Deve-se usar apenas os caules estéreis, pois são os que possuem os princípios ativos mais eficazes. A melhor época para o corte é o verão, quando estão bem desenvolvidos. Para conservá-los recomenda-se fazer maços da planta e pendurá-los à sombra de lugar arejado. O caule estéril contém grandes quantidades de ácido silícico, flavonóides, sais de potássio, ferro, magnésio e taninos.
Para o plantio, informa Guilherme, é necessário a montagem de canteiros ou o revolvimento intenso do solo para que haja facilidade na propagação dos rizomas. Na formação de novas mudas, retiram-se as brotações do canteiro já formado.
IndicaçõesO sabor e o cheiro da planta é pouco acentuado. Rica em silício e potássio, fortalece as unhas, cabelo e renova a pele.
É diurético (aumenta a produção de urina) e antianêmico. Deve-se ferver 1 colher de sopa da planta picada em 1 xícara de água por dois minutos. Deixe esfriar. Recomenda-se tomar 3 xícaras por dia.
É indicado também para fraturas e descalcificação. Neste caso deve-se ferver 5 colheres de sopa em um litro de água, manter a ebulição durante meia hora. Tomar 1 copo às refeições.
Como tônico capilar, apresenta bons resultados. Ferve-se 5 colheres de sopa da planta em 2 litros de água, por 10 minutos. Usar para enxaguar os cabelos.
Ao utilizar-se internamente sugere-se para crianças com até 5 anos, um terço da dose, e para crianças com mais de 5 anos, a metade.
Efeitos colateraisNão ultrapassar a dose recomendada, pois pode provocar hipotensão (queda de pressão arterial).
FontesNoções sobre o Organismo Humano e Utilização de Plantas Medicinais, publicação da Universidade Estadual de Maringá. Colaboração do agrônomo Guilherme Casanova, do Centro de Oficinas da Mulher, da Secretaria Especial da Mulher de Londrina.
Outras informações e sugestões pelo telefone (código da operadora) ( 43) 374-2118 com Cristina Côrtes ou pelo fax (43) 339-1412 ou e-mail: [email protected]





