Alecrim (Rosmarinus officinalis)
Nesta edicão da ‘‘Folha Rural’’ estamos iniciando esta seção, para falar de plantas medicinais, condimentares e aromáticas, suas características, uso e cultivo. A cada semana enfocaremos uma espécie. Começamos hoje pelo alecrim, planta bonita, perfumada e com inúmeras utilizações.
O alecrim vale sozinho por uma farmácia inteira, além de ser um condimento importante e muito usado em diversos países. Sua descrição botânica é de um arbusto lenhoso, que pode atingir até 2 metros de altura. Tem caule circular, com folhas pontiagudas como as do pinheiro, de cor verde-escura.
Esta planta desenvolve-se bem em climas temperados ou quentes, com bastante luminosidade, devendo ser cultivada em solos seco e fértil, evitando-se o cultivo em áreas sombreadas. É quase imune às pragas e fica verde o ano inteiro
IndicaçõesPode ser usado em chá, vinagres, óleos e receitas básicas. A parte usada são as folhas frescas ou secas e sumidades florais. Coletam-se as folhas 6 meses após o plantio, antes da floração. Após, usam-se as flores e também as folhas. Na medicina alternativa é usado como tônico cardíaco e para dores de cabeça, além de melhorar o funcionamento dos rins e equilibrar a pressão arterial. Tem características estimulantes, antiespasmódico, expectorante e diurético.
CondimentoAcrescentar folhas secas na carne, especialmente perus, carneiros e frangos. Em peixes, batatas e omeletes, uma pitadinha da erva fresca dá um aroma todo especial. A erva seca pode ser usada ainda em bolos, broas e pães.
CosméticaO alecrim embeleza e rejuvenesce os cabelos, o rosto e o corpo. Para os cabelos, usa-de depois de lavá-los com chá de alecrim, feito em doses mais fortes (é importante deixar em infusão umas duas horas, antes de usar). O vinagre perfumado com alecrim restabelece o pH natural dos cabelos e da pele. Como condicionador, pode-se usar o óleo de alecrim. É bom também para controlar caspa.
CultivoComo é uma planta perene, depois de alcançar mais ou menos um metro de altura serve como planta-mãe durante muitos anos. Sua propagação é por estaquia, que devem plantadas em cestas ou saquinhos, em agosto e setembro e transplantadas para o campo em outubro ou novembro.
Segundo o pesquisador Paulo Guilherme Ribeiro, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), uma técnica simples que garante o pegamento das mudas é lascar o galho em vez cortá-lo reto. Depois é só enterrar num saquinho ou copinho com uma terra preparada, misturada com um pouco de areia.
PreparoPreparar infusão com 1 colher (chá) de folhas em 1 xícara (café) de água ou 5 colheres (chá) da planta para um litro de água. Cobrir e deixar em infusão por 10 minutos. Tomar 2 ou 3 xícaras ao dia. Pode-se empregar tinturas misturada com água na proporção de 1/1. Toma-se uma colher (chá) duas vezes ao dia. Para manter as propriedades da planta, a infusão deve ser assim: quando a água começar a ferver, apague o fogo e jogue as ervas, abafando o recipiente. Depois de 10 a 15 minutos o chá está pronta para ser tomado.
Outros usos: água fervendo com muitas folhinhas de alecrim, num recipiente aberto de cerâmica, retira o cheiro de cozinha e perfuma a casa toda. A erva seca afasta traças, se for colocada dentro de armários e gavetas.
Efeitos colateraisPode causar aborto, irritação gástrica, e em doses excessivas pode levar a irritação renal. É contraindicado para pessoas com gastroenterites (inflamações do aparelho digestivo, geralmente com manifestação diarréica) e dermatoses (afecções da pele).
Fontes: ‘‘As ervas do sítio’’ de Rosy L. Bornhausen; ‘‘Noções sobre o organismo humano e utilização de plantas medicinais’’, publicação da Universidade Estadual de Maringá.(Cristina Côrtes)

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