PLANTAS MEDICINAIS - TANSAGEM - Plantago sp.
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Rui Cépil Diniz 
Nomes comuns: Tansagem, tanchagem, llantén común, plantaina, siete venas, pan de los caminos, planten, plantain (Ingl.), plantaggine (Itália), grand plantain (França).
Histórico: São conhecidas aproximadamente 260 espécies de tansagem, em todo o mundo.
A denominação de psyllium às suas sementes, provém do grego psylla, que significa pulga, em alusão a forma e ao tamanho das mesmas. Foi muito utilizada na antiguidade, em casos de tosse, diarréias e feridas diversas.
Aspectos agronômicos: Planta da família das Plantagináceas, nativa da Eurásia. Introduzida nas Américas, aclimatou-se muito bem, e cresce espontaneamente nas regiões temperadas e subtropicais. É cultivada na China como hortaliça (Lowenfeld & Back, 1978). Erva anual, de clima temperado a subtropical. Aclimatada em praticamente todo o Brasil. Desenvolve-se bem sob sol pleno ou meia sombra. Na região Sul, cresce e comporta-se como espécie de verão.
Apresenta baixa exigência em fertilidade, mas prefere solos de boa drenagem e com bom teor de matéria orgânica.
Propaga-se por sementes. No Sul e Sudeste, ocorre a ressemeadura natural, pois se tornou planta invasora. Em plantios regulares, semeia-se de agosto a dezembro.
O espaçamento deve ser de 20 x 20 ou 20 x 30 centímetros (cm) entre plantas. Pode atingir até 50 cm de altura.
Início da colheita cinco a seis meses após o plantio, antes do início do florescimento para as folhas. Rendimento de 1.000 a 2.000 kg/ha/ano de folhas secas em duas colheitas.
As principais espécies utilizadas são a P. major L., a P. lanceolata L., P. ovata Fork e P. psyllium L..
A temperatura máxima de secagem das folhas não deve exceder os 45oC.
Partes utilizadas: Folhas e sementes;
Usos terapêuticos:
- Folhas: Afecções respiratórias (bronquite, gripe, asma, tosse), diarréia, hemorróidas, hemorragia pós-parto, feridas, úlceras varicosas, úlceras de pele diversas, inflamações da boca e garganta (afta, amigdalite, gengivo-estomatite) redutora do colesterol, triglicérides e pressão arterial, diurético suave, gastrites.
- Sementes: Tratamento da obstipação intestinal e como hipoglicemiante.
Princípios ativos: Taninos, mucilagens, flavonóides (apigenina, luteolina, etc), ácidos orgânicos (clorogênico e ursólico), ácido silícico, glicosídeos (aucubina), óleos essenciais, alcalóides (plantagonina e indicaína), resinas, alantoína, heterosídeos (aucubigenina), enzimas (emulsina e invertina), colina, sais de potássio e vitamina C. As sementes contêm antraquinonas e açúcares.
Formas de uso e dosagem: Gel creme a 05% - Aplicar sobre a área afetada duas vezes ao dia após higienização adequada. Extrato seco 5:1: 0,3 a 2 gr/dia; extrato fluido: 30 a 80 gotas 3 a 4X/dia; tintura (30 gr em 100 ml de álcool 70%): principalmente para uso externo.
Pode ser utilizada in natura sob a forma de sucos, cataplasmas ou infusão a 05% para gargarejos, bochechos, banhos e para uso oral (até 03 xícaras ao dia).
Podemos utilizar as sementes secas como laxante, existindo inclusive apresentações farmacêuticas comerciais.
Tempo de uso: Externamente, pelo tempo que se fizer necessário.
Efeitos colaterais: Alergias em pessoas sensíveis (raras).
Contra indicações: Hipotensão arterial, obstrução intestinal e gestação para o uso interno.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: ''Plantas aromáticas e medicinais - cultivo e utilização''. Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e
Rui Cépil Diniz. Londrina: IAPAR, 2008. ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas''. Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina.


