PLANTAS MEDICINAIS - ORÉGANO - Origanum vulgare L.
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de novembro de 2010
Rui Cépil Diniz 
Aspectos agronômicos: Planta da família Lamiaceae, nativa da região mediterrânea (Europa, Norte da África e Oriente Médio) Aclimatada na América do Norte e nas regiões áridas da América do Sul (Chile e Argentina) É cultivada e utilizada principalmente para a culinária
Erva perene de clima temperado a subtropical semi-árido Tolera geadas moderadas Não tolera alta umidade relativa do ar, mas exige bom suprimento hídrico no solo Requer solos bem drenados, não sujeitos a encharcamentos periódicos, com fertilidade mediana a alta e bom teor de matéria orgânica Prefere pH de reação neutra, entre 5 e 6,5
Propagação: Por sementes ou estaquias
- Sementes: em setembro, semea-se em bandejas ou tubetes com areia ou substrato apropriado para sementes e mantem-se em locais sombreados Repicar para saquinhos quando a planta estiver com 05 a 10 cm Levar para o campo quando estiverem com 10 a 20 cm Deve-se manter irrigação frequente até o 2º mês após o transplante
- Estacas: devem ser retiradas de plantas adultas entre setembro e outubro, com comprimento de 10 a 15 cm, com folhas, e colocadas em sacos plásticos ou copos descartáveis de polietileno Levar para o local definitivo de dezembro a janeiro
Espaçamento: 25-30 cm entre plantas X 30-50 cm entre linhas
Porte da planta: Planta prostrada podendo chegar a 50 cm de altura
Colheita: O primeiro corte pode ser feito após 4 a 5 meses do plantio no local definitivo, cortando-se os caules entre 5 e 10 cm do nível do solo Dependendo da adubação e da irrigação pode-se efetuar 3 cortes/ano (Putievisky & David, 1984)
Secagem: A temperatura máxima deve ficar em torno de 40 a 45º C
Obs : Deve-se renovar a área a cada 2 a 3 anos Pode ser hospedeira de Meloidogyne arenaria e Meloidogyne javanica (Prosdócimo & Lozano, 1998)
Nomes comuns: Orégano, orégão (Portugal), mejorana (Caribe), mejorana silvestre, origain (França), origano, dost, wild marjoran (Inglaterra)
História: O nome orégano provém do grego oros e ganos que significam ''adorno ou alegria da montanha'', devido ao seu aspecto e aroma agradável Na Roma antiga era considerada planta portadora de felicidade e paz, tendo sido introduzida na Inglaterra pelos romanos Além de seu uso medicinal e alimentício, também foi utilizada em alguns países para aromatizar cervejas
Usos terapêuticos: Aromático, analgésico, anti-inflamatório, antisséptico (bactericida, antifúngico, antiviral), diurético leve, digestivo, orexígeno, antioxidante
Utilizado também em doenças respiratórias diversas, tais como coqueluche (''tosse comprida''), rinites, traqueítes, traqueobronquites, e como antitussígeno
Princípios ativos: Óleos essenciais (timol, carvacrol, terpineol), monoterpenos e sesquiterpenos, ácidos fenólicos, flavonóides, taninos, resinas, princípios amargos, etc
Valor nutricional: Cada 100 g de orégano fresco contêm cerca de 250 calorias, 50 g de hidratos de carbono, 10 g de proteínas, 10 g de óleo, 10 g de fibras, 120 mg de cálcio, 33 mg de ferro, 150 mg de fósforo, 1,25 g de potássio, 52 U I de vitamina A e 0,5 mg de vitamina B1
Partes utilizadas: Folhas frescas ou secas e sumidades floridas Ocasionalmente o óleo essencial
Formas de uso e dosagem:
- Uso interno: infusão - 20 a 40 g/litro de água, 3 xícaras/dia via oral ou utilizado para gargarejos Extrato fluído: 3 a 5 g/dia Extrato seco (3:1): 200 a 750 mg/dia Óleo essencial: 2 a 5 gotas em água, 2 a 3 x/dia
- Uso externo: Banhos, cataplasmas, linimentos, pomadas e tinturas, como antisséptico, analgésico e cicatrizante
Outros usos: Utilizado principalmente como condimento em pizzas, saladas, carnes, etc , além de ser empregado como antioxidante em embutidos Seu óleo essencial é utilizado em perfumaria
Tempo de uso: Evitar o uso interno contínuo e prolongado
Efeitos colaterais: Sonolência em altas doses
Contraindicações: Gravidez e lactação
Lembramos que as informações aqui contidas terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados
Fontes principais de consulta: ''Plantas aromáticas e medicinais - cultivo e utilização'' Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e Rui Cépil Diniz Londrina: IAPAR, 2008 ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr Jorge R Alonso - Editora Isis 1998 - Buenos Aires - Argentina


