Aspectos agronômicos:
  Planta da família Lamiaceae (Labiatae). Nativa do Norte da África e do Oriente Médio. Aclimatada e cultivada no Sul de Europa. Atualmente cresce em jardins domésticos na América Tropical e Ilhas Ocidentais (Morton, 1981).
  Erva semi-perene, de clima temperado a subtropical. Tolera geadas moderadas. Não se adapta em regiões de alta umidade relativa do ar, mas exige bom suprimento hídrico no solo. Requer solos de fertilidade mediana a alta, com bom teor de matéria orgânica, sem restrição de drenagem e pH de reação neutra (pH 5 n 6,5). Adubações crescentes de nitrogênio ou potássio, não promovem aumento significativo na produção de matéria seca (Csizinsky, 1999).
Propagação: Pode ser feita por sementes ou estacas.
Por sementes: Em setembro (primavera) semeia-se em bandejas ou tubetes com areia ou substrato apropriado para sementes (o germinadouro deve estar sombreado). Repicar para saquinhos quando a planta tiver entre 10 e 20 cm. Deve-se manter irrigação frequente até o 2º mês de transplante.
Por estacas: Retiram-se estacas enfolhadas com comprimento de 10 a 15 cm de plantas adultas em setembro-outubro, que devem ser plantadas em saquinhos ou copos de polietileno. Leva-se para o local definitivo de dezembro a janeiro (época chuvosa).
Espaçamento 25 - 30 cm entre plantas X 30 - 50 cm entre linhas.
Porte da planta: Planta prostrada, podendo chegar a 50 cm de altura.
Colheita: Após 04 a 05 meses de plantio no local definitivo, podendo-se iniciar a colheita, cortando os caules no máximo a 06 cm do nível do solo. Com adubação de manutenção e irrigação periódica, pode-se efetuar até 03 cortes/ano (Csizinsky, 1999). Temperatura máxima de secagem de 40 a 45º C.
Obs.: Deve-se renovar a área de plantio a cada 02 ou 03 anos. É hospedeira de Meloidogyne incógnita (Prosdócimo & Lozano, 1998);
Nomes comuns: Manjerona, mojoran, marjolaine, maggiorana, wustkraut;
História e curiosidades: O nome orégano provém do grego oros e ganos que significam ‘adorno ou alegria da montanha‘, devido ao seu aspecto e aroma agradável. Na Roma antiga era considerada planta portadora de felicidade e paz, tendo sido introduzida na Inglaterra pelos romanos. Além de seu uso medicinal e alimentício, também foi utilizada em alguns países para aromatizar cervejas. Conhecido e utilizado em algumas regiões como ‘atenuador do desejo sexual’;
Usos terapêuticos: Aromático, analgésico (principalmente em cefaléias), antioxidante, anti-séptico, digestivo, expectorante, uso culinário em geral. Registrado no FDA como suplemento alimentar;
Princípios ativos: Óleos essenciais (beta-pineno, p-cimeno, terpineno, linalol, terpineol, borneol, 4-ol timol (Pino et al., 1997), taninos, mucilagens;
Partes utilizadas: Folhas e sumidades florais, frescas ou secas;


FORMAS DE USO E DOSAGEM:
Uso interno: Chá por infusão: 20 a 40 g/litro de água n 03 xícaras ao dia;
In natura como condimento ou em sucos, batidos no liquidificador ou processador de alimentos;
Uso externo: Tintura alcoólica n 100 g/litro de álcool) para aplicação tópica;
Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso prolongado na literatura consultada;
Efeitos colaterais: Sem referências na literatura consultada;
Contra-indicações: Gravidez.
  Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

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