Aspectos agronômicos: Planta da família das compostas - Asteraceae, nativa das Américas, desde o sul da Flórida até o Paraguai. Nativa de matas, bosques e matas ciliares. Erva trepadeira volúvel, perene, de clima subtropical a tropical, e que não tolera geadas. É uma espécie de meia sombra, mas que pode ser cultivada sob sol pleno
(CPQBA - UNICAMP, 1990).
  Prefere os solos de fertilidade mediana a alta (aluviões), com bom teor de matéria orgânica e boa drenagem.
Propaga-se por estacas das partes maduras da planta, com duas ou mais gemas. Plantio em saquinhos no período de setembro a janeiro.
  O espaçamento deve ser de 1 a 2 metros (m) entre plantas e 2 a 2,5 m entre linhas. Necessita ser tutorada em cercas ou caramanchões. Pode-se utilizar árvores secas como tutores, podendo chegar a vários metros de comprimento.
  Início da colheita após seis meses do plantio no campo, restrito a 50% da planta, com rendimento médio de 1 a 2 t/ha/ano, podendo chegar a 1,7 a 2,8 t/ha/ano (CPQBA - UNICAMP, 1990).
  A temperatura máxima de secagem não deve exceder os 40 a 45ªC
  Nomes populares: Guaco, guaco-de-cheiro, guaco-liso, guaco-trepador, uaco, cipó cabeludo, cipó catinga, coração-de-jesus, erva-das-serpentes, erva-de-cobra, erva-de-sapo, etc.
  Histórico: Originário da América do Sul, se desenvolve como trepadeira arbustiva, lenhosa, sem gavinhas, adaptando-se muito bem ao cultivo doméstico; recebe também o nome de erva-das-serpentes, por ser utilizado como ‘‘contra- veneno’’ em certas regiões.
  Princípios ativos: Óleos essenciais (di e sesquiterpenos); Taninos; Saponinas; Resinas; Guasina (substância amarga); Cumarinas; Guacosídeo.
  Usos terapêuticos: Tosses rebeldes, bronquites, asma, ivas, rouquidão, estados febris, pruridos, eczemas.
  Partes utilizadas: Folhas frescas ou secas.

  Formas de uso e dosagem:
Uso interno: Xarope a 10%: 10 a 40 ml/dia. Chá por infusão à 2% (04 gr por 200 ml de: água a aprox. 80 graus celsius, durante 10 min.) - 50 a 200 ml por dia, de preferência morno.
  Tempo de uso: Evitar o uso prolongado pelo risco de hemorragia (até 100 dias).
  Interações medicamentosas: Evitar seu uso associado à anti-coagulantes.
  Efeitos colaterais: Sem efeitos colaterais relatados, nas doses recomendadas. Altas doses podem levar a hemorragias, náuseas e vômitos.
  Contra-indicações: Evitar o uso em crianças menores de um ano. Uso não recomendado durante a gestação, pelo risco de hemorragia. Evitar o uso de xaropes em diabéticos.
  Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
  Fontes principais de consulta: ‘‘Cultivo de plantas aromáticas e medicinais’’ - IAPAR - Autor: Paulo Guilherme F. Ribeiro; Co-autor: Rui Cépil Diniz -Livro em fase de conclusão para publicação.
  RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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