PLANTAS MEDICINAIS - GINSENG
Aspectos botânicos: Planta da família das Araliáceas. Arbusto perene, de crescimento lento, altura de 30 cm a 70 cm, com pequenas e numerosas flores e sementes de aproximadamente 01 cm. Raiz de coloração esbranquiçada, chegando a 30 cm de profundidade e 20 mm de diâmetro, com peso de até 200 g.
É original da China, Indochina, Coréia e Japão, crescendo em lugares úmidos e sombrios. A qualidade do solo é muito importante, pois o desenvolvimento da planta e sua composição estão condicionados aos fatores de cultivo. O ginseng coreano é considerado de melhor qualidade, devido principalmente a sua localização geográfica, entre os paralelos 36 e 38, sendo as variedades selvagens consideradas de melhor valor terapêutico.
Sua reprodução se faz apenas por sementes, selecionadas de plantas de aprox. 05 anos de vida. As suas exigências de cultivo e a escassez de variedades silvestres, fazem do ginseng um produto potencialmente caro e de fácil colocação no mercado, desde que tenha boa qualidade;
Nomes comuns: Ginseng, ren shen (China);
Histórico: O nome Panax deriva do grego Pan (todo) e axos (cura), que em conjunto significa panacéia. A palavra ginseng deriva do termo chinês rensheng, que significa raiz com forma de homem. A idade do ginseng é de aproximadamente 3 milhões de anos. Dentro da filosofia chinesa da arte da cura, o ginseng teria o poder restaurador das cinco vísceras, que regulariam o equilíbrio entre o Yin e o Yang, sendo considerada uma das plantas profiláticas, juntamente com o alho e o ginseng siberiano (eleutherococo); Chegou a Europa entre os séculos XIII e XIV, através de Marco Polo e de Luis XIV;
Usos terapêuticos: Revitalizante das funções cerebrais, físicas e sexuais (estresse, fadiga, convalescenças, impotência sexual, afrodisíaco), imunoestimulante, auxilia na regulação da pressão arterial e do diabetes, cicatrizante e regenerador celular (anti-oxidante);
Princípios ativos: Saponinas (proto-panaxadiol e proto-panaxatriol), glicosídeos (ginosídeos), vitamina B, B2, B12 e C, sesquiterpenos, amido, goma, mucilagens, aminoácidos, ácido fólico, ácidos graxos, ácido nicotínico, enzimas (amilase e colina), esteróides, sais minerais (ferro, cobalto, cobre, cálcio, magnésio e manganês);
Partes utilizadas: Raiz, preferencialmente de plantas mais velhas (de vinte anos de idade se possível);
Formas de uso e dosagem: Uso interno: Pó: 05 a 10 g por dia; Extrato seco contendo 10% de ginsenosídeos -200 mg; Decocto: 2,5 g em 100 ml de água; Tintura: 2 a 5% - 30 gotas 2X/dia;
Fitocosmético: Extrato glicólico: 2 a 5%;
Tempo de uso: Até 06 semanas consecutivas, com períodos de descanso variáveis;
Efeitos colaterais: O uso prolongado em altas doses, pode causar hipertensão arterial, insônia, euforia, nervosismo, diarréia e erupção cutânea;
Contra-indicações: Hipertensão arterial, gestação e doenças agudas.





