Sinonímia botância: Pterophyllus salisburiensis Nelson, Salisburia adiantifolia Smith, Salisburia macrophylla C. Koch;
  Nome farmacêutico: Ginkgo folium;
  Aspectos agronômicos: Planta da família Ginkgoaceae, nativa da China, Japão e Coréia e cultivada atualmente em diversos países, principalmente China, França, e Sudoeste dos EUA. Floresce e frutifica nas regiões de altitude no Sul do Brasil. Cultivada também em diversas regiões temperadas do mundo todo, porém, em menor escala.
  Árvore de médio-grande porte, perene, de clima temperado, tolerando variações climáticas importantes, principalmente baixas temperaturas e períodos de estiagem, devido às suas raízes profundas.
  Propagação: Por mudas adquiridas de viveiros, sementes ou por estaquias. Temperatura máxima de secagem de 45º C;
  Nomes comuns: Ginkgo, Ginkgo biloba, Nogueira do Japão, Árvore avenca, Árvore folha de avenca;
  Usos terapêuticos: Adstringente, anti-inflamatório e cicatrizante (Castro & Araújo, 1989), desinfetante e emoliente. Usado em tratamentos de queimadura, acne, anemia e hemorragia;
  Vertigens, zumbidos (tinidos) e distúrbios de memória resultantes de alterações circulatórias; distúrbios circulatórios periféricos (claudicação intermitente), insuficiência vascular cerebral (INR 05);
  Princípios ativos: Flavonóides como quercetina, kaempferol, carajurina, carajuflavona, carajurona, luteolina e fitosteróis (Takemura et al., 1995), além de taninos, quinonas, aminoácidos, terpenóides (Ginkgolídeos A, B, C, J, M), pigmentos (flobafeno), ferro e cianocobalamina;
  Partes utilizadas: Sementes, folhas e flores frescas ou secas;
  Marcadores: Ginkgoflavonóides (24 a 26%);


FORMAS DE USO E DOSAGEM:
  Uso externo: Chá por infusão: 20 a 30 g de folhas verdes/litro de água, tinturas ou extratos alcoólicos em banhos, cataplasmas, compressas. O pó das folhas pode ser usado em pomadas. Sabonetes preparados com o extrato cru apresentam ótima ação no tratamento da acne (Castro & Araújo, 1989).
  Uso interno: Chá por infusão: 20 a 30 g/litro de água (baixo poder terapêutico, pela pequena quantidade de princípios ativos).
  Tempo de uso: Evitar o uso interno contínuo e prolongado;
  Efeitos colaterais: Raros casos de indisposição gastro-intestinal (náuseas, vômitos, diarréia e flatulência), cefaléia e queda na pressão arterial. Dermatite de contato em pessoas sensíveis;
  Obs: Graves reações alérgicas foram produzidas pela ingestão e contato com a polpa dos frutos da Ginkgo;
  Precauções: Interação medicamentosa potencial com anti-coagulantes e anti-agregantes plaquetários, devendo-se evitar essas associações;
  Contra-indicações: Gravidez e lactação.
  Lembramos que as informações aqui contidas terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
  Fontes principais de consulta: ‘‘Plantas Aromáticas e Medicinais - Cultivo e Utilização’’ – Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e Rui Cépil Diniz. Londrina: IAPAR, 2008; ‘‘Fitoterapia Magistral’’ – Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais – 2005; Instrução Normativa nº 5 de 11 de dezembro de 2008 ‘‘Lista de medicamentos fitoterápicos de registro simplificado’’.

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