Aspectos agronômicos:
Planta da família Umbelliferae (Apiáceas), nativa da Ásia (China, Nepal, Índia). Na América cresce espontaneamente em campos úmidos, ao longo dos rios e pântanos, desde o sul dos Estados Unidos até Honduras (Morton, 1981).
Espécie subtropical a tropical de altitude (até 2.000 m.). Pode tolerar geadas. Altas temperaturas associadas à alta umidade relativa do ar podem provocar doenças foliares.
Requer fertilidade mediana a alta, com bom teor de matéria orgânica (solos aluviões). Adapta-se a solos com drenagem deficiente. Recomenda-se 1,5 Kg/m2 de esterco curtido no plantio e reaplicação a cada 06 meses (Peiris & Kays, 1996). Propaga-se por mudas enraizadas ou divisão de touceiras.
Planta rasteira, perene, com altura de até 30 cm. Suas folhas podem alcançar até 15 cm. Apresenta inflorescências esbranquiçadas e um fruto discóide, comprido e sem estrias. Pode ser cultivada intercalada a espécies arbóreas, pois tolera algum sombreamento.
Nomes comuns: Centella, hidrocotile, Gotu Kola, fo-ti-leng, indian pennywort ou indian navelwort (Ingl.), pegaga (Malásia), idrocotile (Itália), oreja de raton, yerba del cancer, asiotischer;
Histórico: Planta utilizada desde a antiguidade, pela medicina indiana (brahmi). Utilizada para o tratamento da Hanseníase e como tônico-estimulante pelos Índios africanos. Na Europa foi muito utilizada como laxante e emetizante (provoca vômitos). Incorporada pela farmacopéia francesa em 1.884;
Usos terapêuticos: Cicatrizante (lesões de pele, mucosas e de colo de útero), antiinflamatório, antiespasmódico, tônico venoso (varizes e úlceras varicosas), calmante, refrescante, eutrófico do tecido conjuntivo (anti-celulítico, anti-rugas), diurético;
Princípios ativos: Saponinas, ácidos triterpênicos, alcalóides, óleos essenciais, flavonóides, princípios amargos, sais minerais, açúcares, resinas, mucilagens, pectina, etc;
Partes utilizadas: Toda a planta, principalmente a parte aérea;
Formas de uso e dosagem:
Uso interno:
Pó – até 01 gr/dia;
Chá (infusão) 10 a 30 g/litro de água – 3 xícaras/dia;
Extrato seco (5:1) – até 200 mg/dia;
Extrato fluido – 25 gotas até 3x/dia;
Tintura com álcool 50% (1:10) - 50 gotas 3x/dia;
Uso externo:
Géis, cremes, óvulos vaginais e loções, utilizando-se o extrato glicólico (5 a 20%);
Tempo de uso: Pode ser utilizado internamente, por até 03 meses continuados, e se necessário, ser repetido o esquema após um mês de ‘descanso’;
Efeitos colaterais: Vertigens, cefaléia, sonolência e epigastralgia em doses elevadas; fotossensibilização em pessoas sensíveis. Pode também elevar o colesterol total em tratamentos prolongados;
Contra-indicações: Crianças menores, gravidez e lactação.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.

Fon­tes prin­ci­pais de con­sul­ta: ‘‘Tra­ta­do de fi­to­me­di­ci­na – ba­ses clí­ni­cas e ­farmacológicas’’. Dr. Jor­ge R. Alon­so – edi­to­ra ­Isis. 1.998 – Bue­nos Ai­res – Ar­gen­ti­na. ‘‘Plan­tas aro­má­ti­cas e me­di­ci­nais – cul­ti­vo e ­utilização’’ – Pau­lo Gui­lher­me Fer­rei­ra Ri­bei­ro e Rui Cé­pil Di­niz. Lon­dri­na: IA­PAR, 2008.
Dr. Rui Cé­pil Di­niz – Mé­di­co es­pe­cia­li­za­do em me­di­ci­na de fa­mí­lia e co­mu­ni­da­de e Fi­to­te­ra­pia. Coor­de­na­dor do pro­gra­ma mu­ni­ci­pal de fi­to­te­ra­pia de Lon­dri­na. E-­mail: fi­to­te­ra­pia@­asms.lon­dri­na.pr.gov.br/ tel.: (43) 3321-0652

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