PLANTAS MEDICINAIS - FITOTERAPIA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Rui Cépil Diniz 
(M. tomentella Hoffm.; Et Link; M. pulegium var. vulgare; Briquet M. pulegium var. villosa Benth).
Aspectos agronômicos: Planta da família das labiadas, nativa do Oriente Médio e Norte da África. Dispersa na Europa pelos Árabes e Romanos. Introduzida na América, aclimatou-se em regiões subtropicais.
Original de clima temperado a subtropical, produz em todo o Brasil. Desenvolve-se a pleno sol, não tolera geadas severas ou temperaturas elevadas associadas à alta umidade do ar. Requer solos úmidos, porém, bem drenados, com boa fertilidade e bom teor de matéria orgânica, pH ideal entre 5,0 e 6,5.
Propaga-se por mudas (estolão) tiradas por divisão de touceiras. O plantio pode ser efetuado o ano todo, desde que haja umidade adequada no solo.
Espaçamento de 20 X 20 cm para se obter rápida cobertura do solo. A cada 02 anos, deve-se mudar o local de cultivo.
Planta prostrada, aromática, perene, alcançando até 50 centímetros, folhas verde-escuras, suavemente pilosas, pecioladas e ovais. Pequenas flores azul-violáceas que aparecem no início do verão.
Início da colheita dois a três meses após o plantio. Coleta-se 50% das folhas. A temperatura de secagem não deve exceder 40 a 45º C.
Obs.: Pode ser hospedeira de Meloidogyne hapla.
Nomes populares: Poejo, puejinho, puliol, poesco, menta poejo, poelo menta, menthe pouliot (França), penny-royal mint (Inglaterra), puleggio (Itália).
Histórico: Utilizada desde a antiguidade, o poejo é uma das mentas mais populares na Europa. O nome pulegium, deriva de pulex (pulga) e foi dado por ''Plínio, o velho'' pela sua capacidade de repelir insetos. Devido a seu aroma e aspecto semelhante ao tomilho, recebeu o nome de puliol (tomilho em francês).
Usos terapêuticos: Expectorante, broncodilatador, béquico (antitussígeno), carminativo (contra gases), estimulante do apetite, colagogo (promove a contração da vesícula biliar), emenagogo (promove a contração do útero), antiespasmódico, antisséptico.
Obs.: Sua venda para usos medicinais está proibida nos Estados Unidos.
Princípios ativos: Óleos essenciais (neoisomenthol, pulejona, mentona, linalol, limoneno, lippiona, etc.) e flavonóides (diosmina e hesperidina).
Partes utilizadas: Toda a planta, fresca ou seca.
Formas de uso e dosagem:
- Uso interno: Infusão - 10 a 40 gr/litro de água - utilizada para gargarejos, como enxaguante bucal e também para uso interno. Tinturas ou extratos hidroalcoólicos (maior toxicidade). Extratos fluídos (1:1 em álcool 45%) 1 a 4 ml divididos em duas ou três tomadas diárias.
- Uso externo: Utilizado como banhos ou cataplasmas para o tratamento de feridas.
- Outros usos: Sua essência aromática pode ser utilizada como repelente de insetos, para o tratamento de parasitas de pelos de animais, como aromatizante de ambientes, além de perfumes, sabonetes e desodorantes.
Tempo de uso: Evitar o uso interno prolongado e em altas doses.
Efeitos colaterais: Possui a maior quantidade de pulejona entre as labiadas, o que lhe confere um maior potencial terapêutico, porém uma maior toxicidade.
Pode levar a bronco-constrição (efeito paradoxal em crianças menores).
Em doses altas e prolongadas, pode provocar dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, rush cutâneo, letargia, convulsões e hepatite tóxica.
Contra-indicações: Gravidez, lactação, crianças menores e pessoas alérgicas.
Lembramos que as informações aqui contidas terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: ''Plantas aromáticas e medicinais - cultivo e utilização'' - Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e Rui Cépil Diniz. Londrina: IAPAR, 2008. ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas.'' Dr. Jorge R. Alonso - Editora Isis. 1998. Buenos Aires - Argentina.


