PLANTAS MEDICINAIS - Calêndula - Calendula officinalis L.
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sexta-feira, 25 de março de 2011
Rui Cépil Diniz 
Nesta semana, abordaremos a Calêndula, planta utilizada como ornamental em muitos jardins, pela beleza e exuberância de suas flores, sem muitas vezes ter seu valor terapêutico aproveitado pelo jardineiro. Utilizada desde a antiguidade pela sua ação antiinflamatória e suavizante, seu potencial vem sendo redescoberto a cada dia pela fitoterapia moderna.
Seu uso principal ainda se faz pela indústria de cosméticos e para tratamentos de lesões de pele em geral, onde é utilizada no preparo de xampus, loções, cremes e outros produtos de uso tópico. Pode, porém ser utilizada internamente pela sua capacidade colagoga (promove a eliminação da bile), emenagoga (promove e estimula o fluxo menstrual, o que a contra-indica durante a gestação) e diaforética (estimula a sudorese).
Aspectos agronômicos: Planta da família Asteraceae, nativa da Região Mediterrânea da Europa. Cultivada mundialmente como planta ornamental, principalmente na América Latina. Erva anual, de clima temperado a subtropical. Não tolera temperaturas elevadas, acima de 25º C ou chuvas prolongadas na florada. No Sul e Sudeste do Brasil, seu cultivo deve ser feito no outono/inverno. Propaga-se por sementes em saquinhos e posterior transplante a campo ou direto no campo.
Nomes populares: Calêndula, maravilha, virreina, clavel de muerto, marquesita, china, marigold ou ringflower (Ingl.), cappuccina dei campi ou calenzola (Itália), souci des jardins (França), maravilha (Portugal), copetuda (Cuba);
Histórico: Os Árabes e Indianos, já conheciam as atividades corantes e medicinais da calêndula desde a antiguidade, sendo posteriormente cultivada pelos Gregos, que a utilizavam em seus festejos e até faziam grinaldas para seus heróis, assim como fazem na Índia até os dias de hoje, para coroar suas divindades. Em latim kalendulae representa o primeiro dia do calendário romano. Os romanos a denominavam de solsequium, que significa seguidora do sol, pois ela costuma abrir suas flores com a presença do sol e fechar no entardecer.
Usos terapêuticos: Antialérgica, suavizante, refrescante, antiinflamatória, cicatrizante, anti-séptico, colagogo, emenagogo, diaforético;
Princípios ativos: Óleos essenciais (mono e sesquiterpenos), carotenóides (xantinas, calendulina, caroteno, licopeno, etc), flavonóides, ácido oleanóico, saponinas, mucilagens, resinas, princípios amargos, polissacarídeos, ácido salicílico, vitaminas, minerais;
Partes utilizadas: Folhas e principalmente flores;
Formas de uso e dosagem: Uso tópico: infusão ou decocção 50 g/litro, para banhos e compressas, tinturas, alcoolaturas, unguentos, pomadas, cremes, loções, sabonetes, xampus, pomadas em orabase.
Uso interno: Infusão: 15 g/litro, de 3 a 5 xícaras por dia;
Tempo de uso: Sem contra-indicações ao uso tópico prolongado;
Efeitos colaterais: Raros casos de alergia em pessoas sensíveis;
Contra indicações: Gravidez e lactação para o uso interno.
Devido à presença de ácido salicílico em sua constituição, seu uso interno deve ser evitado em pacientes em uso de anticoagulantes.
Lembramos que as informações aqui contidas terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.


