Aspectos botânicos: Planta bianual ou perene, da família das Compostas, que pode alcançar até 02 metros de altura. Tronco de aproximadamente 05 cm de diâmetro, folhas grandes, pecioladas, ovóides e de bordas onduladas, podendo medir até 50 cm. Flores pequenas, avermelhadas, que aparecem desde o final do verão até meados do outono. Sua raiz pode medir de 25 até 75 cm. Apresenta ainda infrutescências espinhosas, que podem aderir à pele de animais e roupas, facilitando sua dispersão. Nativa da Europa e América do Norte cresce em solos argilosos e ricos em matéria orgânica;
  Nomes comuns: Bardana, lampazo, lampazo mayor, bardana maior, ruibarbo de los gitanos, ruibarbo de caracol, gobou (China), burdock ou great burdock (Inglaterra);
  Usos terapêuticos: Uso externo em infecções bacterianas e fúngicas (micoses superficiais), furúnculos, impetigos diversos, seborréia, úlceras varicosas, acnes, infecções de boca e garganta.
  Uso interno como diurética colerética e colagoga (estimula o funcionamento do fígado e vesícula biliar), estimulante do apetite, antioxidante, hipoglicemiante (auxiliar em tratamentos de diabetes) e antiagregante plaquetário;
  Princípios ativos: Inulina (40 a 60%), compostos poliacetilênicos (polienos e poliínos), fitohemaglutininas, taninos, sais de potássios, traços de óleos essenciais, ácidos álcoois, etc;
  Partes utilizadas: Raiz, colhida no outono do primeiro ano ou na primavera do segundo ano;
  Formas de uso e dosagem: Sua secagem faz com que perca boa parte de suas propriedades terapêuticas, preferindo-se então seu uso fresco, ou de produtos elaborados com a raiz estabilizada. Utilizada em homeopatia, principalmente para afecções dermatológicas.
  Uso interno: Decocção das raízes a 4%- 3 a 4 xícaras/dia; extrato fluído: 2 a 8 g/dia, em 3 tomadas; Pó da raiz (500 mg): 4 a 6 cápsulas diárias;
  Uso externo: Decocção, aplicada em forma de cataplasma ou banhos; Suco fresco da raiz, triturada e deixada de molho em água por 8 horas, prensada posteriormente e utilizada pura ou misturada com substâncias carreadoras (vaselina, argila, etc);
  Tempo de uso: Pelo tempo que se fizer necessário;
  Efeitos colaterais: É considerada como uma espécie vegetal bastante segura para uso humano, causando apenas eventualmente, dermatite de contato em pessoas sensíveis;
  Contra-indicações: Gravidez e lactação.
  Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.


  Fontes principais de consulta: ‘‘Tratado de fitomedicina – bases clínicas e farmacológicas’’, Dr. Jorge R. Alonso – editora Isis. 1998 – Buenos Aires – Argentina.
  Rui Cépil Diniz - Médico especializado em medicina de família e comunidade e fitoterapia. Coordenador do programa municipal de fitoterapia de Londrina. E-mail: [email protected]. Fone: (43) 3321-0652

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