Aspectos agronômicos:
  Planta da família Liliaceae, nativa do mediterrâneo e norte da África, e cultivada em zonas tropicais; arbusto perene, que pode atingir 60 cm a 1,5 m de altura, não tolera geadas ou elevada umidade relativa do ar; prefere solos bem drenados e com fertilidade mediana, com adubação orgânica preferencial e baixa exigência quanto a irrigação; propagação vegetativa por divisão de touceiras ou pela retirada de rebentos da base do caule. O espaçamento deve ser de 50 cm entre plantas e 1 m entre linhas, sob sol pleno; colheita de 1 a 2 anos após o plantio no campo. Seu rendimento fica em torno de 10 a 20 ton de folhas/ha/ano, com teor médio de aloína de 20 a 30%.
  Principais princípios ativos: Derivados antracênicos (aloína, emodina), ácido crisofânico, mucilagens, enzimas, aminoácidos, vitaminas e sais minerais.
  Usos terapêuticos: Umectante, emoliente, anti-inflamatório, refrescante, anti-caspa, anti-queda de cabelos, cicatrizante. Tratamento de queimaduras superficiais, inclusive por sol excessivo.
  Partes utilizadas: Folhas frescas ou desidratadas.
  Formas de uso e dosagem: Uso tópico: Diretamente sobre a área lesada, sob a forma de cataplasma.
  Fitocosmética: Xampus, cremes, géis, sabonetes, loções, talcos, etc.
  Uso interno: Muito se tem falado sobre a babosa, com diversas finalidades, mas preferimos orientar que se evite o uso interno, exceto sob orientação médica, tendo em vista a possibilidade de hemorragias diversas e outros efeitos colaterais, relatados na literatura.
  Tempo de uso: Uso tópico pelo tempo que se fizer necessário.
  Efeitos colaterais: Hipocalemia, hemorróidas, hemorragias, desmaios, nefrites, hipotensão.
  Contra-indicações: Contra-indicado para uso interno, principalmente em gestantes, nutrizes e crianças menores.
  Fonte principal de consulta: ‘‘Cultivo de plantas aromáticas e medicinais’’ - IAPAR - Autor: Paulo Guilherme F. Ribeiro; Co-autor: Rui Cépil Diniz - Livro em fase de conclusão para publicação.

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