PLANTAS MEDICINAIS - ANIS Pimpinella anisum
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sexta-feira, 16 de março de 2007
Rui Cépil Diniz 
Aspectos botânicos: - Planta da família Umbelliferae (Apiaceae). Planta aromática anual, pode atingir até 75 cm, raiz afilada e caule ereto. Possui folhas inferiores pecioladas e superiores bi ou trilobuladas. Flores pequenas, esbranquiçadas, que aparecem no final do verão até o princípio do outono. Fruto ovóide, estriado, que ao ser prensado, despreende seu aroma característico.
É originário do Egito e Mediterrâneo oriental. Cresce espontaneamente na Grécia, Oriente Médio, em solos pobres e secos, e é cultivado na Índia, , Egito e Europa Mediterrânea, além do Chile;
Nomes comuns: - Anis, anis verde, matalahuva, aniseed (ingl.), anice verde (Itália), erva-doce (Port.), anis vert (França);
Histórico: - Em aproximadamente 1.500 a.C., os egípcios cultivavam sua forma nativa em quantidade suficiente para produzir alimentos, bebidas e medicamentos à partir de suas folhas e sementes. Os Romanos plantavam anis na Toscana, e faziam um bolo chamado musta-ceus, que era servido como prato final nos festins. Era temperado com anis, cominho e outras ervas digestivas e estabaleceu uma tradição que se julga prescursora de muitos bolos de casamento temperados com especiarias.
Carlos Magno fez sair um édito no século IX, ordenando que as plantas cultivadas no mosteiro de St Gall fossem plantadas em todo o império, o que espalhou o anis pela Europa. Os primeiros colonos que foram para a América do Norte, levaram consigo a semente, que foi cultivada em jardins de plantas medicinais pela seita religiosa americana dos Shakers.
No Brasil, até hoje se confunde com o Funcho, tendo ambos os mesmos nomes populares (erva-doce). Apesar das semelhanças, principalmente na questão terapêutica, se diferenciam por vários aspectos. As flores do Funcho são amareladas e as sementes mais alongadas, ao passo que o Anis possue flores esbranquiçadas e suas sementes são mais arredondadas, além da marcante diferença no aroma. No Brasil se cultiva principalmente o funcho, pela sua melhor adaptação ao nosso clima e solo;
Usos terapêuticos: - Dispepsias (má digestão), gases, anti-espasmódico (contra cólicas), combate as cefaléias de origem digestiva, galactagogo (estimula a secreção de leite materno), expectorante, diurético.
Princípios ativos: - Óleos essenciais voláteis (anetol, metil-chavicol, p-metoxifenilacetona, gama- himachaleno, neafitadieno), acetaldeído, compostos de enxofre, terpenos, glicerídeos de ácidos graxos palmítico, esteárico e oléico, proteínas, açúcares, gomas e cumarinas (umbeliferona, escopoletina e unbeliprenina).
Partes utilizadas: - Sementes, caule e raízes.
Formas de uso e dosagem: -Uso interno:
- Infusão: meia colher (das de café) de sementes em uma xícara de água fervente após cada refeição;
- Pó: 0,20 - 2 g
por dia;
- Tintura: 50 a 80 gotas por dia; crianças 10 a 20 gotas;
- alcoolatura a 2% de essência: 5 a 15 g;
- óleo essencial: 01 a 06 gotas em solução alcoólica;
Tempo de uso: - Pelo tempo que se fizer necessário;
Efeitos colaterais: - O emprego em doses excessivas da essência pode provocar efeitos tóxicos. Em doses elevadas, produz uma embriaguez, acompanhada de tremores. O abuso crônico pode provocar confusão mental e até convulsões;
Contra-indicações: - Gravidez e indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao anis;
- Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
- Fontes principais de consulta: Herbarium compêndio de fitoterapia / Magrid Teske; Anny Margaly Maciel Trentini. 4. ed. Curitiba. Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farma-cológicas Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.


