Aspectos agronômicos: Planta da família Lamiaceae (Labiatae), nativa da Região Mediterrânea, Oriente Médio, Ásia menor e Norte da África. Introduzida na Inglaterra pelos Romanos. Disseminada pelo mundo pelos Portugueses, Espanhóis e Italianos (Font Quer, 1981). Erva perene, de clima temperado a subtropical. Tolera geadas severas, mas não elevada umidade relativa do ar. É uma planta de dias longos. Nebulosidade e temperaturas muito baixas reduzem seu teor de óleos essenciais.
Os solos férteis são os mais adequados, de boa drenagem, pH mediano (reação neutra). Há boa resposta a adubação orgânica, entretanto deve-se evitar grandes aplicações, que afetam negativamente o teor de óleos essenciais. Pouco exigente quanto a irrigação, entretanto, irrigações periódicas durante a fase de crescimento (primavera/verão) estimulam a produção.
Propaga-se por sementes ou estacas. Utiliza-se preferencialmente ramos e ponteiros lascados, com comprimento de 15 a 20 cm e espessura de até 0,5 cm, em saquinhos, de agosto a setembro, e deixados em viveiros, e levados para o campo em outubro a novembro.
O espaçamento deve ser de 50 cm entre plantas e 1,0 m entre linhas (fileiras simples), 50 cm entre plantas x 50 cm entre linhas x 1,2 m entre as fileiras (fileiras duplas) ou ainda em plantio adensado (45 cm x 45 cm), havendo maior produtividade de biomassa (Prakasa Rao et al., 1999), maior gasto de mudas com plantas de menor porte, o que dificulta o manejo.
Sob sol pleno, pode atingir até 1,8 m de altura.
Início da colheita seis a oito meses após o plantio, desde que a planta esteja com altura mínima de 50 a 60 cm. O corte pode ser feito entre 15 e 20 cm do nível do solo. Rendimento de 8 mil a 10 mil kg/ha de folhas verdes e de 2 mil a 3 mil kg/ha de folhas secas/ano.
A temperatura máxima de secagem não deve exceder 40 a 50ºC.

Usos terapêuticos: Estimulante geral, tônico cardíaco, antiinflamatório, anti-séptico pulmonar, elimina gases, digestivo, diurético. Topicamente, como estimulante do couro cabeludo (anti-queda e anti-caspa).

Princípios ativos: Óleos essenciais (entre eles pineno, canfeno, borneol, cânfora, cineol), ácidos orgânicos (rosmarínico), princípios amargos, taninos, saponinas e alcalóides em pequena quantidade.

Partes utilizadas: Folhas e sumidades florais.

Formas de uso e dosagem: Uso interno: chás (infusão) - 10 g/litro de água, três xícaras ao dia; extrato fluído em álcool - 2 a 4 ml, três vezes ao dia. Uso tópico: xampus a 5%; loções a 3%; banhos a 10% de óleo essencial ou infuso (5%).

Tempo de uso: Seu uso prolongado pode causar irritação gastrintestinal e nefrites.

Efeitos colaterais: Alterações no sono se utilizado à noite, nefrites e gastroenterites, aumento do fluxo menstrual.

Contra indicações: Gravidez (abortivo).

Fonte principal de consulta: ''Cultivo de plantas aromáticas e medicinais'' - IAPAR - Autor: Paulo Guilherme F. Ribeiro; Co-autor: Rui Cépil Diniz - Livro em fase de conclusão para publicação.

RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).

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