PLANTAS MEDICINAIS - ALECRIM - Rosmarinus officinalis L.
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de novembro de 2010
Rui Cépil Diniz 
Aspectos agronômicos: Arbusto aromático e perene, da família das Labiadas Atinge até 1 metro de altura, tem caule lenhoso, folhas simples, opostas, lineares e de até 3,5 cm Pequenas flores bilabiadas, azuladas e agrupadas, que aparecem no final da primavera e no verão Propagado por estaquias de galhos
É nativo da região mediterrânea, crescendo em diversos tipos de solos, em áreas de até 2 800 metros de altitude Não tolera geadas Os principais produtores são a Espanha, Tunísia, Marrocos, Portugal, Turquia e Índia
Nomes populares: Alecrim, romero (Espanha), rosemary (Inglaterra), romarim (França) e rosmarino (Itália)
Histórico: É uma das plantas medicinais mais conhecidas desde a Antiguidade, graças as suas propriedades medicinais, comestíveis e aromatizantes No antigo Egito, era utilizada em formulações para embalsamamento dos mortos (mumificação) Era também muito comum nos mosteiros Utilizado na Roma antiga, onde era queimado para purificar os túmulos sagrados, casas de doentes e fontes Em Atenas, era costume colocar folhas de alecrim nas mãos dos falecidos, como símbolo da imortalidade da alma Era também utilizado como símbolo da fidelidade em casamentos
Seu óleo essencial foi obtido pela primeira vez em 1 330, por Ramón Llull, ficando a partir daí, muito popular em perfumaria e participando como componente principal da famosa ''água do reino da Hungria'' ou ''água húngara''
Princípios ativos: Óleos essenciais diversos (alfa e beta-pineno, canfeno, mirceno e limoneno, cineol, alcanfor, linalol, verbinol); terpenóides (carnosol, ácido oleânico, ursólico, carnosílico); flavonóides (apigenina, diosmetina, diosmina, genkwanina, luteolina, plantagina); outros (ácidos fenólicos- cafeico, clorogênico, labiático, rosmarínico-, colina, estigmasterol, taninos)
Principais usos terapêuticos: Antibiótico, anti-inflamatório, digestivo (hepatoprotetor, colerético), antiespasmódico, antioxidante (retarda o envelhecimento celular), estimulante, reduz a permeabilidade capilar, diurético, mucolítico (expectorante), antiparasitário, rubefasciente (aumenta a circulação local) para uso tópico
Outros usos: Culinária (condimento), aromático e cosmético
Obs : Assim como a maioria das plantas utilizadas como tempero, seu efeito marcante e talvez sua principal indicação seja mesmo como digestivo Particularmente, considero o Alecrim uma planta de efeitos terapêuticos marcantes, devendo ter seu uso terapêutico criteriosamente acompanhado e suspenso imediatamente, se houverem efeitos indesejáveis
Partes utilizadas: Talos, folhas e flores
Formas de uso e dosagem:
- Uso interno: infusão 2 a 4% -3X ao dia; extrato seco (8:1)- 0,3 a 1,0 g/dia, dividido em 3 tomadas; extrato fluído (1:1 em 45% de álcool)- 2 a 4 ml ao dia, dividido em várias tomadas; óleo essencial- cápsulas de 50 mg, 2 a 3X ao dia;
- Uso externo: solução alcoólica ou oleosa a 5% (repelente de insetos e para nevralgias), utilizado também em associação com a urtiga em tônicos capilares para queda de cabelo
Tempo de uso: Evitar o uso interno prolongado
Efeitos colaterais: Irritação cutânea e fotosensibilidade Pode levar a crises convulsivas (em altas doses), aumento da glicemia e da pressão arterial
Contra-indicações: Contra-indicado durante a gravidez e lactação, em diabéticos, hipertensos, epiléticos e crianças menores
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados
Fonte principal de consulta: ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' Dr Jorge R Alonso - Editora Isis 1998 - Buenos Aires - Argentina


