A adoção de espaçamentos adequados em uma lavoura é uma das ações para se chegar a um bom índice de plantabilidade. Amélio Dall'Agnol, pesquisador da Embrapa Soja, recomenda que o agricultor evite usar maquinários muito velhos ou desgastados. Além disso, ele frisa que o produtor deve manter em dia o calendário de manutenção da máquina. Dall'Agnol observa que o produtor que não aplica a plantabilidade não pode mais ser considerado um agricultor. Ele destaca que todas as tecnologias disponíveis devem ser utilizadas.
Marcos Antônio Trintinalha, vice-presidente da Cocari, cooperativa localizada em Mandaguari (Norte), afirma que a primeira ação para se garantir um bom plantio é adquirir sementes com procedência.
Trintinalha afirma que o vigor das sementes deve ser avaliado. Para isso, empresas e cooperativas emitem um selo de qualidade para que o produtor se certifique de que não terá problemas com o desenvolvimento da lavoura. "Hoje o produtor valoriza mais o insumo que utiliza", comemora o vice-presidente.
Ele destaca que a produção agrícola se desenvolveu muito nos últimos anos graças ao investimento realizado em novas tecnologias, somado aos bons tratos culturais. "A tecnologia não para, sempre se aprimora."
Na Belagrícola, a produção de sementes é realizada de forma criteriosa. Para conseguir uma uniformidade dos grãos que serão distribuídos para o produtor, a empresa peneira e separa as sementes por tamanho. De acordo com dados da empresa, a qualidade das sementes da Belagrícola garante um potencial de germinação que passa dos 85%.
A empresa foca na produção de sementes padronizadas, com alta densidade de plantas por metro linear e com taxa de germinação bem alta. Além de produtos, a Belagrícola presta serviços aos seus clientes, orientando-os sobre como obter um melhor nível de plantabilidade.

Aplicabilidade
Pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em parceria com a Belagrícola desenvolveram um novo aplicativo para tablet e smartphone que, por meio de imagens, ajuda a identificar falhas de plantio e possíveis infestações. Primeiro, o aplicativo faz a leitura da lavoura, identificando as cultivares de ervas daninhas e resíduos da lavoura. Depois da planta identificada, faz a medição do número de caules presentes em um determinado espaço. "Daí dá para fazermos uma estimativa de produção", destaca o professor Fabrício Martins Lopes, um dos coordenadores do projeto.
Se houver qualquer falha entre plantas na fase inicial de crescimento, é possível fazer o replantio. O projeto, conta ele, surgiu do contato com engenheiros agrônomos da Belagrícola que relatavam dificuldade de armazenar dados, fazer anotações, verificar histórico e condições da lavoura. O aplicativo está disponível para o sistema Android. "Já encaminhamos o pedido para reconhecimento (patente) do software", salienta o professor da UTFPR. (R.M.)

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