A infecção de soja por esse vírus foi identificada pela primeira vez em 1973, na África. Dez anos depois, um vírus similar foi detectado no Brasil, infectando o feijão. ‘‘No entanto, esse vírus não causava o mesmo dano à soja do que o encontrado em Goiás e na Bahia. Uma dúvida persiste, se o atual vírus é ou não oriundo de uma mutação do vírus do feijão’’, indaga o pesquisador Álvaro Almeida, da Embrapa Soja, em Londrina.
  Pertencente ao grupo de carlavírus, o novo vírus ataca a soja prejudicando seu crescimento e causando a morte da planta. A Embrapa Soja utilizou métodos moleculares com o DNA do vírus para diagnosticar a doença.
  De acordo com as características de cada cultivar de soja, o vírus pode induzir ao nanismo e à deformação foliar ou mesmo provocar a necrose da haste e até matar a planta.
  ‘‘Como tudo ainda é muito novo, não foi possível levantar números, mas sabemos que o ataque do vírus causa sérios prejuízos econômicos’’, diz o pesquisador.
  O carlavírus é facilmente transmitido por mosca branca, inseto de ocorrência generalizada em lavouras de soja e outras espécies. A mosca branca voa a grandes distâncias e se multiplica com facilidade, o que pode ampliar a disseminação da doença.
  ‘‘Considero preocupante a presença desse vírus no Brasil, porque onde foi detectado causou sérios prejuízos nas lavouras’’, avalia Almeida.

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