Planta inspira mudança de vida
Bonsaísta há 22 anos, Roberto Gerpe, de 53 anos, é um daqueles que adotaram a prática milenar do bonsai como um dos fatores para a mudança de seu estilo de vida. Engenheiro químico, ele deixou o emprego na Petrobras, no Rio de Janeiro, para se dedicar à nova paixão e durante sete anos e meio viveu na Califórnia, nos Estados Unidos, como o último discípulo do renomado mestre John Naka. ''As pessoas têm que fazer o que gostam. Sou feliz assim. Quando trabalhava na Petrobras eu ganhava dinheiro à beça, mas gosto disso aqui mais do que de dinheiro'', conta Gerpe. ''Hoje vejo o mundo de outra forma. O que é fútil ficou de fora'', completa.
Para João Marcon, de 41 anos, depois que a paixão pelo bonsai é despertada a atividade torna-se indispensável. Seu interesse por essa arte começou há pouco mais de dois anos mas há um ano e meio ele passou a dedicar-se com mais afinco. ''Dá um clique, você começa e fica maluco por aquilo'', explica. Recentemente Marcon, que mora em Curitiba, mudou de endereço para ter mais espaço para sua produção. A sacada do apartamento em que ele morava ficou pequena e agora vive em uma cobertura, onde as plantas podem tomar mais sol. ''Mudei de apartamento por causa do bonsai e parte do meu orçamento é do bonsai'', justifica.
De acordo com o mineiro Fernando Magalhães, de 28 anos, que se encantou pela arte do bonsai aos 16 anos, o interesse pelo tema aumentou muito no país durante a última década. ''Dez anos atrás ninguém sabia o que era bonsai no Brasil. Hoje temos grandes clubes e estamos conseguindo reunir mais o pessoal. Isso está enriquecendo o trabalho'', avalia. (D.R.)





