O nome já dá a entender onde ela é a soberana: no abismo. A rainha do abismo é objeto de estudo dos pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desde o ano passado. A descoberta da planta aconteceu por acaso como relata o professor de floricultura, Ricardo Faria. '' Exemplares dessa planta são comercializados por índios nas ruas do centro de Londrina. Compramos dois, e eles tornaram-se nossas matrizes'', lembra.
A beleza da rainha do abismo está nas características das folhas da planta, que é ressaltada pela luminosidade do sol. ''Por causa da fotossíntese as folhas desenvolvem um tipo de cobertura e ficam com um tom prateado. que lhes dá ainda a aparência de uma orelha de coelho'', destaca Faria. Segundo ele, a rainha do abismo atinge de 40 a 50 centímetros de altura depois de ficar em dormência durante os meses de inverno sob forma de bulbo. A planta florece uma vez ao ano possibilitando a disseminação das sementes.
Por se desenvolver em abismos, locais com altitude elevada e terrenos de díficil acesso a proliferação natural das plantas fica comprometida, esclarece a mestranda Lilian Keiko Unemoto. Segundo ela, como as plantas vêm sendo retiradas da natureza para serem comercializada há risco de extinção da espécie caso o extrativismo não seja suspenso.
Lilian está pesquisando a proliferação e o manejo da rai© nha do abismo desde o ano passado. Durante a pesquisa ela conseguiu produzir 600 mudas in vitro. ''É uma planta que se desenvolve bem em laboratório e é de fácil manejo'', informa.(J.W.)

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