O cará é um tubérculo, de origem afro-asiática, composto basicamente de carboidratos e com teor de proteína entre 6% e 10% de matéria seca, mais elevado que a batata-inglesa, mandioca, ou batata-doce.
O cará-comum, utilizado na pesquisa da UEL, é planta que produz bem nas terras roxas do Norte do Paraná, mesmo sem adubação. O preparo do solo é semelhante ao da batata-doce, com aração, gradagem e levantamento de leiras. É cultivado de setembro a outubro, com colheita em junho, julho e agosto. A produtividade é de 20 a 25 toneladas por hectare.
Na região de Londrina são cultivados aproximadamente 60 hectares. A maior parte da produção é transportada para a região Nordeste do País, onde o consumo é mais significativo. ‘‘A preferência dos nordestinos é pelos tubérculos maiores, parecidos com a mandioca. Os de médio porte acabam sendo comercializados por aqui mesmo, em feiras e sacolões’’, comenta a agrônoma Rosa Maria Lima Alves.
Normalmente, os agricultores aproveitam como semente as túberas pequenas que não atingem tamanho ideal para o mercado. Pode-se também utilizar pedaços de túberas grandes, cortadas na ocasião de pré-brotação.
O consumo do cará é restrito na região Sul, onde predomina o cará refogado aos pedaços com água, sal e outros temperos. Existem outras opções de preparo como batatinha frita, na maionese, e como ingrediente na preparação de pães.(C.C.)

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