Eimar Araújo de Medeiros, engenheiro agrônomo do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) explica que o agricultor paranaense não usa tanto sementes piratas, pois sabe dos riscos que esse tipo de produto pode trazer para sua lavoura. Entre eles, a redução da produtividade e a elevação dos índices de infestação de pragas e doenças.
''Hoje, todas as sementes certificadas passam por um rigoroso sistema de avaliação. Nesse processo, são considerados os índices de pureza e germinação do material''. Por causa do aumento da procura por grãos certificados, Medeiros afirma que o mercado de sementes piratas vem decrescendo no Paraná. Rui Colvara Rosinha, assessor do conselho diretor da Fundação Pró-Sementes, explica que o aparecimento da pirataria no Brasil se deu no ano de 2005, quando o País estava proibido de produzir materiais transgênicos.
Hoje, assegura Medeiros, o cenário é diferente, pois a maioria das lavouras brasileiras de grãos já é transgênica. Ele reforça que independente da tecnologia usada, o importante é a certificação. É a segurança, na opinião dele, de que o agricultor terá bons índices de germinação e produtividade.
Rosinha destaca que o agricultor não deve fazer economia na hora de comprar uma semente. ''É um dos insumos mais baratos, representando apenas 4% do custo de produção. Se o produtor plantar um material pirata, se ele não germinar, o produtor vai reclamar para quem?'', indaga. Rosinha completa que muitos produtores valorizam mais as suas máquinas de plantio e colheita do que os insumos que utilizam.
Outra questão que ainda gera dúvidas entre os produtores é as sementes salvas. Segundo o presidente da Apasem, Marcos Antonio Trintinalha, esses materiais, produzidos na própria lavoura, não são considerados piratas. Porém, segundo ele, se o agricultor comercializá-los, passa a ser uma semente ilegal. Trintinalha afirma que um dos riscos para o produtor que recebe esse produto é a disseminação de uma possível doença e um declínio nos índices de produtividade. (R.M.)

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