O produtor Claus Kaphan e sua filha Jennifer, de Rolândia, têm uma área de 145 hectares de laranja, implantados desde 1990. Kaphan foi um dos pioneiros no cultivo iniciando com área de 12 hectares. Cafeicultor desde 1936 ele estava desanimado com a cultura depois das geadas de 1975 e procurava uma alternativa para a propriedade.
Segundo Jennifer, nestes 11 anos de produção de laranja, nunca houve uma preocupação de como e onde vender a produção. ''A cooperativa sempre deu apoio necessário para comercialização da fruta.'' Mesmo em anos de preços mais baixos, quando há problemas com o clima ou aumento de oferta (que também reduz preços), a lavoura tem dado boa rentabilidade, maior que a soja e que o milho e equiparada à cana, que também é cultivada pela família.
A produção dos Kaphan soma de 2,5 a 3 caixas por planta em pomares de 60 mil pés de laranja. No ano passado, considerando um talhão adulto, com uma colheita média de 2,5 a 3 caixas por pé e preço pago de R$ 2,45 pela caixa de 40.8 quilos, a rentabilidade líquida foi de R$ 1.550,00 por hectare.
A rentabilidade deverá ser maior este ano, não só para os Kapham, mas para a maioria dos produtores. Há expectativa de preços melhores em função da redução de oferta, ocasionada por uma quebra de produção por problemas climáticos.
A oferta menor, segundo estimativa de técnicos da Corol, deverá resultar em preços maiores para a laranja, o que compensará a quebra da produção. O preço poderá ser o dobro do ano passado. (C.B.)

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