Alto teor de óleo, elevado rendimento das sementes, perenidade da cultura e possibilidade de intercalação com outros cultivos são características que fazem do pinhão manso uma forte opção de fonte renovável para produção de biocombustível.

Com aproximadamente 26 mil hectares plantados no País, a oleaginosa têm ganhado espaço na matriz energética brasileira. Com foco voltado fundamentalmente para a produção energética, o pinhão manso ainda esbarra em empecilhos técnicos.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso (ABPPM), Luciano Piovesan Leme, o ápice de produção da oleaginosa tem início a partir do quarto ano, por isso, a maturação da área plantada no País ainda requer avaliação mais detalhada.

Leme acredita que nos próximos anos, os resultados da pesquisa - que está sendo desenvolvida pela Embrapa em parceria com dezenas de entidades em diversos estados brasileiros - possibilitarão a transferência de tecnologia ao produtor. Segundo ele, o Norte do Paraná possui condições climáticas adequadas para a cultura do pinhão manso.

Desde 2008, os produtores paranaenses contam com a Associação de Produtores Rurais de Pinhão Manso (APPM), que reúne 12 associados e uma área cultivada de 30 hectares na região Norte do Estado. Segundo o presidente da APPM, Aguimário Alves, a cutura envolve pequenos produtores e até mesmo a agricultura familiar direcionado à cadeia de biodiesel. Já no caso de quem produz para bioquerosene, o perfil é do agronegócio empresarial.


Leia mais sobre o cultivo de pinhão manso na reportagem de Mariana Fabre
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