Conhecida também como piolho-de-padre, macela-do-campo, carrapicho, picão-preto, guambu, cuambu e carripicho-agulha, esta erva é originária da América Tropical, e no Brasil é encontrada como planta invasora de hortas, jardins, terrenos baldios e pastos. Nasce espontaneamente em quase todas as regiões, e durante o ano todo. É utilizada para combater problemas hepáticos e das vias urinárias, além de ter um bom efeito em casos de micoses.
Cultivo Como nasce espontaneamente, não é cultivada comercialmente, mas suas características agronômicas indicam que não é exigente em solo, prefere luz plena e multiplica-se por sementes.
Indicações Popularmente o picão é muito utilizado para problemas hepáticos, como icterícia e hepatite, além de tratar as vias urinárias. Tem ainda propriedade diuréticas e depurativas. É usado também contra diabetes, desinteria, e externamente, trata micoses, feridas e é anti-séptico.
Deve-se utilizar toda a planta para o preparo de infusão, que deve ser feita na dose de 1 xícara (café) da planta picada em 1/2 litro de água. Tomar um xícara (chá) a cada 4 horas, nos diversos casos acima citados. Para o banho, ou como uso externo deve-se utilizar a infusão 2 vezes ao dia, no local afetado.
Outros usos No Nordeste e Sudeste do Brasil, e na África, é comum utilizar as folhas do picão refogadas na alimentação. Até agora, não se tem notícias de efeitos colaterais, mas é bom lembrar que os compostos químicos presentes no vegetais, muitas vezes, estão prontos para serem utilizados, mas requerem cuidados ao fazê-lo. Quando se toma um chá caseiro, é preciso estar consciente que a planta tem uma composição variada e complexa. Os estudiosos recomendam cuidados na coleta, no reconhecimento botânico da planta, cultivo, secagem e armazenamento. E é claro nas doses e formas de utilizar.
Fontes ‘‘Plantas Medicinais’’, publicação do Grupo Entre Folhas, da Universidade Federal de Viçosa (MG). Com divulgação através do CD Plantas Medicinais produzido pela Agromídia Software Empresa da Incubadora de Base Tecnológica da Universidade Federal de Viçosa (MG). E ‘‘Noções de organismo humano e utilização de plantas medicinais’’, uma publicação da Universidade Estadual de Maringá.
Outras informações e sugestões pelo telefone (operadora) 43-374-2118, com Cristina Côrtes ou pelo fax (operadora) 43-339-1412 ou e-mail: rural @folhaweb.com.br

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