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DEDO DE PROSA -

Phisalys


Phisalys
Marco Jacobsen
 


De acordo com alguns amigos, capucho, mata-fome, camapuan, balão e tomatinho barrela foram alguns dos nomes que fiquei sabendo serem usados para denominar uma planta que os abençoados passarinhos ”plantaram” no meu vaso, planta essa que eu desconhecia até então.

Na internet eu soube que esse arbusto é originário da Amazônia e dos Andes e que possui algumas variedades cultivadas na América, Europa e Ásia. Soube também que essa planta pode chegar a ter até dois metros de altura.



Que suas delicadas e redondas frutas são envolvidas por uma folha verde fina, eu pude comprovar. Quando as folhas que envolvem o fruto secam, que geralmente é quando o fruto está maduro, elas adquirem a coloração bege e parecem mesmo um lindo balãozinho de festa junina.

Quando nasceu a plantinha, cuja única semente alguma avezinha trouxe para mim, fiquei maravilhada porque, além de ter folhagem diferente daquelas que eu conhecia, depois de alguns meses de crescimento ela me apresentou suas minúsculas florezinhas brancas que logo, logo deram lugar a um bonito balãozinho com abertura para baixo. Detalho a descrição porque, pesquisando na internet, eu soube haver cerca de 90 espécies desse gênero de planta.

Depois dos ”balõezinhos” já grandinhos é que se pode notar, em seu interior, haver uma pequena bolinha que é seu fruto, a qual vai crescendo e vai se tornando de um amarelo que, de tão forte, pode ter a cor confundida com a cor alaranjada e até com um vermelho claro.

Outro fato interessante para mim foi que, quando os primeiros balõezinhos apareceram tive uma curiosidade e surpreendente encanto porque estavam próximos os dias de Santo Antônio, São João e São Pedro. Daí eu tirei fotos e mandei via Whatsapp para meus amigos e familiares com o objetivo de saber se alguém conhecia tal planta. Meu irmão até arriscou ser “balõezinhos de São João”.

Acontece que, dias depois apareceu em minha casa a amiga Bene que “desvendou” parte do mistério dizendo que comia muito as frutinhas do capucho e que essa planta nascia entre as plantações da roça. Já era alguma coisa eu saber que o fruto era comestível.

Mas, foi somente num certo domingo que um programa rural abordou sobre uma plantação de uma espécie de juá chamado pelo nome cientifico de physalis. Informava, também, que essa planta pertence às famílias do tomate, da berinjela, da batata e do pimentão e que a bolinha de dentro do casulo, redondinha como é, parece-se com um pequeno tomate.

A planta que nos fornece a fruta chamada physalis é um pequeno arbusto rústico que não exige muitos cuidados. Contudo, suas folhas devem ser muitos agradáveis ao paladar dos insetos que, mal chega a floração, eles vão picando todas as folhas. Em razão disso é que os agricultores que plantam essa espécie de planta devem fazer o controle e manejo das pragas.

Segundo pesquisa que realizei junto a um site rural, a physalis tem sabor dulcíssimo e ácido quando consumida in natura. Eu, como já tive a experiência de comer tais frutinhas numa festa, posso afirmar que o sabor se assemelha ao de um tipo de tomate. Além disso, bonita como é, quando madura, serve de elemento decorativo a docinhos de festas, dai seu preço ser muito elevado porque, no Brasil, ainda é pouco explorada.

Também essa fruta serve para fazer molhos, compotas, doces, geleias, sorvetes e licores. Informa o site ainda que a physalis, além de ser rica em vitaminas A e C, fósforo e ferro, tem suas folhas, frutos e raízes usados na medicina popular para combater alguns males.

Todo o acontecido foi um aprendizado interessante. Ainda hoje tenho pés da espécie que se multiplica muito e desfruto de sua beleza e... sabor.



Marina Irene Beatriz Polonio é leitora da Folha

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