PFÁFFIA - Pfaffia glomerata e P. paniculata
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de abril de 2006
Rui Cépil Diniz 
Aspectos agronômicos:
Planta da família Amarantaceae, nativa da América Central e do Sul. No Brasil, ocorrem 21 das 33 espécies de Pfáffia encontradas nas Américas (Siqueira, 1.988). Ocorre principalmente em beiras de rios e nas orlas das matas de galeria (Reitz, 1972).
Nomes comuns: Fáfia, pfáffia e ginseng brasileiro.
Erva perene de clima tropical a subtropical. Desenvolve-se melhor em temperaturas de 20 a 30º C, a pleno sol. Nas regiões sujeitas a geadas no inverno, ocorre a queima da parte aérea, mas a planta rebrota na primavera.
Espécie pouco exigente em fertilidade. Vegeta em solos aluviões, profundos, com boa drenagem, ácidos (pH 3,0 - 4,5) e pode tolerar curtos períodos de encharcamento.
Propaga-se por sementes ou por estacas. Estaquia: retiram-se estacas de qualquer parte da planta, e planta-se em saquinhos de setembro a janeiro.
O espaçamento deve ser de 0,5 a 1 metro (m) entre linhas X 1 m entre plantas ou mais aberto, podendo chegar a 2 X 2 m. Pode atingir até três metros de altura.
Início da colheita: o ideal é de 2 a 3 anos após o plantio, mas pode ser colhida após o primeiro ano.
Usos terapêuticos: Tonificante, imunoestimulante. Cicatrizante e antiinflamatório tópicos; Auxiliar nos tratamentos de diabetes e colesterol alto.
Princípios ativos: Ácido pfáffico, saponinas, glicosídeos, vitaminas A, B, C, D, E e F, sais minerais, aminoácidos, mucilagens, alantoína.
Partes utilizadas: Raízes.
Formas de uso e dosagem: Chá por decocção ou pó das raízes desidratadas (05 grs.) em um copo de água 2x/dia; Extrato seco: 300 mg 2 a 3x/dia. Sempre às refeições.
Tempo de uso: Pelo tempo que se fizer necessário.
Efeitos colaterais: Em doses excessivas (acima de 10 grs. por dia) pode causar hipertensão arterial, nervosismo, diarréia, erupções de pele e insônia.
Não relatados efeitos colaterais nas doses recomendadas.
Contra-indicações: Seu uso na gravidez e lactação deve ser criterioso, sob supervisão médica; Uso cauteloso em hipertensos; Evitar o uso concomitante com sais de ferro.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fonte principal de consulta: ''Cultivo de plantas aromáticas e medicinais'' - IAPAR - Autor: Eng. Agr. Paulo Guilherme F. Ribeiro; Co-autor: Rui Cépil Diniz (Médico)- Livro em fase de conclusão para publicação.


