Eficiência e organização na produção de pêssegos garantem posição de destaque para o agrônomo Fernando Yokozawa Filho. Ele cultiva 22 hectares de frutas numa propriedade em Faxinal (76 km ao sul de Apucarana). Em plena colheita, Yokozawa estima uma produção de 250 toneladas de pêssegos com venda garantida em mercados de Londrina, Curitiba, Guarapuava, Foz do Iguaçu e São Paulo.
Yokozawa divide a atividade com dois sócios, o irmão Mário, administrador de empresas, e o também agrônomo Luiz Henrique Silvestre. Com funções estratégicamente definidas, o trio acumula outros sucessos de produção. No ano passado ganharam o título de campeões nacionais na produção de milho, com 9,3 t/hectare, oferecido pela Abimilho.
A propriedade onde estão os pessegueiros pertence ao pai de Fernando e Mário, que foi o responsável pela introdução da cultura, em 1993, numa área de 5 ha. Logo que os filhos assumiram a propriedade, em 2000, enfrentaram perdas na produção devido a geada. Mas o grupo não desanimou. Ampliaram a área e introduziram novas culturas. Além dos pêssegos cultivam nectarina, goiaba, soja, trigo e milho num total de 550 hectares (ha).
Hoje são reconhecidos no mercado de fruticultura da região e até na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). ''Conseguimos nos estabelecer por uma comercialização bem feita'', afirma. Yokozawa é pioneiro no Paraná na embalagem e classificação de frutas. ''Acredito na segmentação de mercado; é preciso aproveitar nichos''.
A marca Yokozawa Silvestre se antecipou à campanha paranaense de rotulagem e embalagem e, desde 2001, já oferta seus produtos dentro das normas do Hortiqualidade - Paraná. O programa é desenvolvido pela Seab, Sebrae, Ocepar e Faep.
Pelo cronograma de implantação do Hortiqualidade, a exigência de embalagens para as frutas produzidas por Yokozawa seria obrigatória apenas a partir de janeiro de 2005 para a goiaba e março do mesmo ano para o pêssego e a nectarina. A classificação da fruta dentro das normas do programa, informa Yokozawa, é rigorosa. ''Não tem enganação, o cliente gosta e dá credibilidade ao trabalho'', garante.
Pelo Hortiqualidade, as frutas são separadas por cor, tamanho, formato e categoria. O diâmetro (calibre) é quem determina a posição da fruta numa das oito escalas de classificação. Yokozawa treinou um grupo de funcionários para o serviço. Ele possui um gabarito com as escalas de classificação, mas a experiência adquirida já permite a seleção automática da fruta.
Yokozawa investe na produção de frutas de melhor padrão por possuírem mercado certo e maior lucratividade. Para isso, ele cita os cuidados no manejo e a necessidade de atualização constante. Além do padrão da fruta, Yokozawa se beneficia com a logística de distribuição. ''Estamos próximos dos pontos de venda e com isso garantimos frutas frescas, em 'ótimo' ponto de colheita, de boa maturação, sabor e mais tempo de prateleira.''
Diferente da situação de muitos produtores rurais que sofrem com o calote, Yokozawa se previne com o que chama de um eficiente sistema de comercialização. Ele planeja a safra de acordo com a demanda: ''vamos, primeiro atrás de quem quer comprar''.
Os clientes são pequenos e médios comerciantes porque, segundo ele, também trabalham dimensionando as vendas. ''Não há necessidade de reposição como nas grandes redes.''

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