Pesquisas iniciaram em 1964
A preocupação com o bem estar animal não é recente. A ciência teve origem em 1964, na Inglaterra, quando uma pesquisadora percebeu que os animais eram tratados como robôs em produção e começou a criticar os sistema de criação industrial, principalmente das aves.
Na época, o Parlamento Inglês instituiu um comitê para investigar a situação dos animais e um relatório constatou a necessidade de estudar melhor o bem-estar de cada raça, envolvendo comportamento, fisiologia e patologia.
Uma publicação científica e associações de proteção animal surgiram para atender essa demanda e até hoje o assunto é tema de estudos em busca de técnicas que avaliem o sentimento dos animais e a produção.
''Se o animal estiver em condição muito ruim e o produtor investir em melhorias, a resposta vem. De forma lenta, mas vem. Não necessariamente produzindo mais, mas produzindo melhor'', afirma o veterinário e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Antônio Fregonesi.
Ele acaba de retornar do Canadá com um trabalho aprovado para publicação na área de produção. Naquele país, Fregonesi pesquisou o comportamento de 24 vacas leiteiras, da raça holandesa, fora de lactação (secas).
Na pesquisa ''Efeito da Qualidade da Superfície da Baia no Comportamento de Vacas Leiteiras'', ele trabalhou duas metodologias, usando a baia com cama seca e com cama molhada. Pelo estudo os animais passaram por baias individuais, escolha restrita (dois dias em cama seca e dois dias em cama molhada) e por fim a de livre escolha.
A conclusão da pesquisa é que as vacas leiteiras mostram uma preferência clara por uma superfície de repouso seca. ''Quando as vacas não têm superfície seca, passam mais tempo em pé, o que pode acarretar um estresse maior no animal'', afirma o pesquisador. ''O tempo de repouso é muito importante para a vaca. Quanto menor o estresse, melhor a produção'', conclui Fregonesi.(M.O)





