Pesquisadores aprovam
Um grupo de aproximadamente 50 especialistas brasileiros das áreas de fertilidade de solos e nutrição de plantas visitou os ensaios de adubação no milho, soja e trigo, feitos por integrantes do Grupo de Desenvolvimento de Tecnologia (GDT). De maneira geral, os pesquisadores consideraram positivos os resultados obtidos nos experimentos conduzidos pelos agricultores. A visita foi promovida pela Associação Brasileira para Pesquisa da Potassa e do Fosfato (Potafos), que acompanha o trabalho do grupo em Mauá da Serra.
Para o engenheiro agrônomo Áureo Lantmann, pesquisador da Embrapa-Soja, a iniciativa é válida porque permite aos produtores testarem novas tecnologias, com o objetivo comum de aumentar a produtividade. Atualmente, só é possível ser competitivo no mercado quando se investe em tecnologia, disse.
O engenheiro agrônomo Waldo Lara, do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Uberlândia, também elogiou os testes realizados pelos produtores de Mauá da Serra. A solução é absolutamente razoável, não podia ter mais lógica, pois eles estão adubando todo o sistema e não apenas o milho, disse.
Apesar do entusiasmo, Lara coloca algumas ressalvas com relação à metodologia de pesquisa utilizada. Eles deveriam ter mais apoio das instituições de pesquisa da região, para realizarem ensaios mais sofisticados. Se fossem incluídos outros parâmatros na avaliação dos resultados, muita perda de tempo seria evitada, argumentou.
A experiência também foi considerada positiva pelo engenheiro agrônomo Godofredo Vitti, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq), vinculada à Universidade Estadual de São Paulo (USP) em Piracicaba (interior paulista). O trabalho está sendo bem sucedido na medida em que muda o sistema de manejo do plantio de acordo com as necessidades da região, afirmou.
Para ele, a única falha diz respeito à falta de discussão sobre a viabilidade econômica do sistema. Quanto maior a produtividade, maior a necessidade de fertilizantes. É preciso atentar para a viabilidade da relação custo/benefício, pois a análise tem que ser econômica e não apenas física, destacou. (C.A.)





