Pesquisador da Embrapa recebe prêmio
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sexta-feira, 09 de março de 2001
Cláudia Barberato De Londrina 
O pesquisador da Embrapa Soja, de Londrina, José Tadashi Yorinori, receberá na próxima terça-feira, dia 13, o Prêmio Banco do Brasil - Destaque Tecnológico 2001/Categoria Pesquisa. O prêmio é um reconhecimento por seu trabalho como agrônomo e pesquisador, primeiro no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), na década de 70, e mais tarde na Embrapa Soja, onde permanece até hoje na pesquisa de variedades de soja resistentes à doenças.
Yorinori foi um dos responsáveis pela instalação do centro de pesquisa da Embrapa em Londrina. No início dos anos 70, coordenou a montagem dos laboratórios do Iapar e elaborou o documento técnico que convenceu a Embrapa das vantagens de instalar em Londrina o Centro de Soja.
Já fez mais de 500 palestras e 400 conferências sobre doenças da soja no Brasil e no exterior. Publicou 200 artigos técnico-científicos e capítulos em livros nacionais e estrangeiros.
Contribuição importanteJosé Tadashi Yorinori nasceu em Londrina e tem 58 anos. Graduou-se pela Universidade Federal do Paraná e desde 1980 é PhD pela Universidade de Illinois (EUA).
Seus trabalhos no controle de doenças da soja proporcionaram significativos ganhos de produtividade às lavouras brasileiras, principalmente àquelas localizadas em regiões tropicais.
A Embrapa hoje, segundo Yorinori, tem abrangência não só nacional mas atende agricultores da Bolívia, Paraguai e Argentina. O trabalho de pesquisa permite fazer a seleção de variedades de soja para todas as latitudes brasileiras e para esses países. É uma parceria com pesquisadores da área de melhoramento e cruzamento de variedades, colocando plantas resistentes à doenças nesses quatro países.
Evitando prejuízos As parcerias com empresas privadas, outras empresas de pesquisa, associação de produtores, cooperativas, entre outros, tem possibilitado um trabalho de lançamento de variedades resistentes a doenças como mancha-olho-de-rã, cancro-da-haste, entre outras, avalia o pesquisador.
O desafio atual, segundo o pesquisador, é o de desenvolver variedades resistentes ao nematóide do cisto-da-soja e conseguir bons resultados a exemplo do que já feito no caso da mancha-olho-de-rã e cancro-da-haste.
Na década de 70 a doença chamada de mancha-olho-de-rã, causada por fungos, segundo o pesquisador provocou um prejuízo de cerca de US$ 300 milhões, especialmente no Centro-Oeste, onde a cultura estava se expandindo.
De 1989 a 1997, o problema que atingiu a soja foi o cancro-da-haste, também causado por fungo. A estimativa de perdas com a doença, só no Brasil chegou a US$ 500 milhões. O desenvolvimento de uma variedade resistente à doença foi em tempo recorde. Pelos meios convencionais, normalmente se gasta uma média de 7 a 10 anos para desenvolvimento de uma variedade. Neste caso, o esforço da equipe de pesquisadores da Embrapa conseguiu fazer uma variedade em 4 anos, conta o pesquisador.
Trabalho de destaque O prêmio foi criado com o objetivo de destacar pessoas ou instituições que tenham contribuído, a cada ano, de forma significativa para o desenvolvimento tecnológico de Londrina, seja através da geração, do emprego ou do incentivo ao uso de tecnologia apropriada ou avançada.
É concedido desde 1996 e já foi entregue para sete pessoas/instituições da área da agropecuária: Herbitécnica Defensivos Agrícolas (antes de ser Milênia); Grupo de Pesquisa de Café do Iapar; Grupo de Pesquisa do CNPs Embrapa Soja; Cativa; Beatriz S. Correia Ferreira (pesquisadora da Embrapa/Soja); Departamento de Tecnologia de Alimentos da UEL; Alexandre von Pritzelwitz (in memoriam).
O prêmio é cedido pela Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina, com patrocínio do Banco do Brasil, submetendo as indicações a uma comissão composta por pessoas da comunidade empresarial, científica e/ou tecnológica de Londrina.


