Pesquisador da Embrapa não aprova a produção
O gerente do Núcleo Regional Sul de Apoio a Pesquisa e Transferência de Tecnologia, instalado em Londrina e ligado a Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), Leovegildo Lopes de Matos, defende como absurda, sob vários aspectos a produção de massa hidropônica de milho em grãos (sementes).
O primeiro argumento do pesquisador contra o sistema de produção de milho hidropônico é que a planta milho, leva mais de 100 dias do seu ciclo de desenvolvimento para captar energia solar e armazenar nas sementes, não para ter um grão com energia concentrada para algum animal, mas sim para a sua própria sobrevivência como espécie, tendo essa energia armazenada para o processo de germinação e perpetuação da espécie.
Muitos produtores de leite, continua o pesquisador, na ânsia de fazer algo a curto prazo, em benefício de suas vaquinhas, acredita nesses golpes de que pegar um grão, rico em energia, como é o milho, colocá-lo para germinar, com consequente perda dessa energia, e depois fornecer um volumoso para suas vacas como uma solução mágica.
A argumentação, segundo Leovegildo de Matos, de que são produzidos 25 quilos (kg) de massa hidropônica por metro quadrado, não pode servir de balizador para o pecuarista, pois são 25 kg de massa com 7% de matéria seca, isto é, 93% de água. Se considerarmos que o indivíduo começou com 2 kg de milho em grão, mais alguns quilos de substrato, palha ou bagaço, ele estará colhendo em 14 ou 15 dias, 1,75 kg (25 X 7/100) de matéria seca. Isto quer dizer que, como nesse período inicial do desenvolvimento da planta o balanço de carbono é negativo, ele colhe menos matéria seca, que realmente conteria os nutrientes para o animal, do que ele incubou inicialmente. (Da Redação)





