Pesquisador alerta sobre perigos do amarelinho
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sexta-feira, 05 de setembro de 2003
Reportagem Local 
A beleza do ipê-mirim (Tecoma stans), também conhecido como amarelinho, faz com que ele se multiplique rapidamente. A disseminação é fácil e rápida, além da ação do vento, da chuva, o próprio homem leva mudas e sementes a grandes distâncias. Mas o que as pessoas não sabem é que o ipê-mirim é uma praga de pastagem muito agressiva e de difícil controle. As informações são do pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Saladino Gonçalves Nunes.
Segundo o pesquisador, no Paraná, o problema do amarelinho tem a mesma proporção da ciganinha no Mato Grosso do Sul (MS). Usadas como planta ornamental, linhagens agressivas da praga vegetam espontaneamente invadindo áreas urbanas, rurais e margens de rodovias do Paraná. Estima-se que 50 mil hectares de pastagens estejam tomados pela invasora e cerca de 10 mil já foram inviabilizados.
O custo para erradicação é muito alto e a reinfestação é frequente. Por esse motivo, muitas áreas são abandonadas. Segundo o pesquisador, quando a praga invade, ela toma conta da pastagem, sufocando-a. Portanto, o melhor a fazer é evitar a introdução dessa espécie na propriedade.


