Conduzido por pesquisadores da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), um levantamento sobre o perfil do usuário da agricultura de precisão (AP) no País foi realizado com responsáveis de 301 propriedades rurais das principais regiões agrícolas do Brasil, entre 10 de setembro e 13 de novembro de 2012. O estudo apontou que 53% dos entrevistados empregam a técnica de AP. Questionários foram aplicados durante seminários sobre Agricultura de Precisão, promovidos pelo Senar.
O levantamento ainda apontou que o produtor rural leva em média quatro anos para adotar a técnica e que os principais produtos agrícolas cultivados com ferramentas de AP são soja e milho, seguidos pelas culturas do trigo e feijão. As propriedades variam de tamanho, de acordo com a região do País, sendo a menor acima de 250 hectares (há) no Sul e a maior, acima de 5,5 mil ha no Nordeste.
Para os organizadores da pesquisa, Ricardo Inamasu, pesquisador da Embrapa Instrumentação e coordenador da Rede de Agricultura de Precisão, e Alberto Bernardi, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, ainda que a amostragem possa ser considerada pequena, já traz informações relevantes para a condução de estudos sobre a técnica. O Brasil possui 5.204.130 estabelecimentos rurais, dos quais 83% pertencem à agricultura familiar.
Os dois pesquisadores afirmam que o levantamento mostrou que existe a percepção de que a adoção da AP pode aumentar a produtividade, o retorno econômico, a qualidade do produto e reduzir o impacto ambiental. Embora a sondagem tenha revelado que a AP está sendo empregada por grandes produtores, Inamasu acredita que é um equívoco considerar que o sistema é destinado só a esse grupo. "A técnica pode ser empregada em pequenas propriedades, porque o produtor pode usar como ferramenta apenas uma prancheta na mão", diz.

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