Pesquisa recomenda colheita seletiva nas plantas novas
Para o pesquisador Armando Androciolli Filho, do Iapar, os produtores vão ter que fazer colheitas parceladas, principalmente nos cafeeiros novos. Será necessário o uso pano duas ou mais vezes, à medida em que os grãos vão amadurecendo. Esses critérios vão melhorar a qualidade da matéria-prima e proporcionar melhores preços.
O principal da colheita será mesmo em março, inclusive nas regiões mais quentes, como a do arenito, no Noroeste. ''Essa desuniformidade ocorre quando chove acima do normal durante o inverno'', diz Androciolli - a mesma versão do seu colega Francisco Barbosa.
O pesquisador observa que sempre valeu a pena seguir as técnicas visando uma colheita voltada para a qualidade do grão. Nos últimos anos esta vantagem tem se mostrado mais nítida. O mercado está reconhecendo e pagando ágio pelos cafés de qualidade.
Barbosa, que estuda o fator qualidade há vários anos, afirma em suas palestras a técnicos, comerciantes e produtores, que o ágio em favor dos cafés de qualidade tem aumentado (ver quadro nesta página).
Para a próxima safra - como o preço neste ano já teve uma melhora face à redução da safra brasileira -, tanto os técnicos como os comerciantes estão achando que o diferencial de qualidade será mais acentuado. ''Provavelmente teremos uma situação de preço ainda melhor'', diz Barbosa.
O agricultor tem que conseguir preço via qualidade da matéria-prima, já que a chance de agregar valores depende de alianças com setores industriais, o que não está sendo fácil. Os mercados ainda são dominados por grupos fechados e grandes.
Barbosa faz um histórico do fator qualidade em cuja trajetoria inclui cafés brasileiros e de outros países; mostra diferenciais de preços em favor de países que além de apresentar qualidade ainda promovem esse diferencial entre o universo de consumidores.





