Pesquisa e assistência técnica se armam
Como o monitoramento é a principal arma do produtor, o apoio técnico neste momento é crucial para não deixar que a praga ganhe força. Lauro Morales, entomologista do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), afirma que a instituição irá reforçar as orientações aos produtores. "O nosso corpo técnico começará a se organizar para realizar esse trabalho", lembra o especialista.
Por ser uma praga relativamente nova, Morales salienta que o Emater irá buscar informações de outras localidades e de outros profissionais sobre a lagarta para melhor orientar os agricultores. "O nosso medo é que o produtor faça loucura. Misture doses ou utilize inseticidas errados", alerta o entomologista.
Segundo dados da Embrapa, a Helicoverpa armigera possui alto potencial biótico, ou seja, elevada capacidade de reprodução e sobrevivência. Além disso, a praga apresenta, em princípio, potencial de desenvolvimento de resistência a inseticidas e alta capacidade de adaptação a diferentes ambientes, climas e sistemas de cultivo, o
que a torna uma verdadeira vilã da agricultura.
Pesquisa
O presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto, explica que a Helicoverpa armigera põe em risco o setor econômico porque pode gerar grandes perdas de produção. Ele frisa que é necessário um sistema de pesquisa mais avançado para lidar com a praga. "O Brasil necessita estruturar o setor de pesquisa porque a natureza é dinâmica", completa. Segundo ele,o Iapar já está se preparando para ajudar o produtor a enfrentar essa lagarta. Áureo Lantmann, consultor
agrícola da Lantmann e Lantmann Consultoria, com sede em Londrina, afirma que a agricultura sempre estará suscetível a uma nova praga ou doença. Por isso, o investimento em pesquisa é importante. (R.M.)





