Pesquisa desenvolve materiais resistentes e adaptados
Interesse, motivação e boas perspectivas de mercado não são suficientes para que a cultura do algodão seja retomada no Paraná. A pesquisa agropecuária tem papel determinante no desenvolvimento de tecnologias, como manejo, cultivares resistentes e adaptadas às novas formas de cultivo, que vão resultar no êxito da iniciativa.
Pesquisadores do Iapar obtiveram sucesso no desenvolvimento de diversas cultivares. Entre elas, o coordenador do programa algodão, Wilson Paes de Almeida cita a IPR 140 e a IPR Jataí, que estão sendo lançadas neste ano. A IPR 140 tem como característica principal a resistência ao nematóide Reniforme, que ocorre em solos argilosos. No Paraná, este nematóide causa mais prejuízo que todas as doenças juntas. Entre outras vantagens a cultivar resulta em uma fibra de alto rendimento e qualidade, além de permitir a colheita manual ou mecânica.
A cultivar IPR-Jataí, por sua vez, é adaptada aos solos mistos e arenosos da região noroeste e parte do norte do estado. Uma das principais características é o teor de óleo, segundo Almeida, em torno de 11% maior que o IPR-140. A Jataí tem também a rusticidade e qualidade e rendimento da fibra e é adaptada à colheita mecânica. A cultivar está sendo plantada pela primeira vez este ano, o que vai garantir a disponibilidade de sementes para a próxima safra. As sementes estão sendo produzidas por meio de uma parceria com a Coceal. (R.C.)





