Londrina sedia entre os dias 4 e 6 de outubro a XVI Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol. Este ano, o evento discutirá o girassol como uma importante fonte de renda para o agronegócio. Paralelamente à reunião ocorrerá o IV Simpósio Nacional sobre a Cultura do Girassol, que pretende apresentar a cultura como ferramenta de inclusão social na pequena propriedade.
A Embrapa Soja também lançará durante o evento o livro ''O girassol no Brasil'', de autoria de 38 pesquisadores de todo o País. ''O livro traz todo o pacote tecnológico elaborado em 30 anos de pesquisas sobre a oleaginosa'', aponta a pesquisadora da Embrapa Soja, Regina Villas Bôas Campos Leite, que preside a reunião nacional.
Opção para a produção de biodiesel, o girassol tem hoje um mercado promissor no Brasil, segundo Regina. Rico em ácidos graxos, é um excelente alimento para a prevenção de doenças cardiovasculares, explica o pesquisador César de Castro. ''Com até 45% de óleo no grão, o produtor pode utilizar métodos simples de extração mecânica da matéria-prima, para consumo próprio e para abastecer implementos agrícolas'', diz.
De acordo com Regina, os eventos vão reunir diferentes segmentos, como instituições de pesquisa, empresas de assistência técnica, universidades, agricultores e empresas privadas. Além da apresentação de 50 trabalhos técnicos, haverá painéis sobre o biodiesel no Brasil, a aptidão agrícola do girassol e o uso da torta de girassol na alimentação.
Segundo ela, o girassol é um atrativo por ser boa alternativa na composição dos sistemas de produção de grãos. ''Além de possibilitar o uso das mesmas máquinas e de mão-de-obra das lavouras de milho e soja, possui características de maior tolerância à seca'', assinala.
Atualmente já existe tecnologia para a produção em larga escala e bons materiais genéticos que propiciam elevados rendimentos de grãos e óleo. As indústrias processadoras de soja têm fomentado a produção de girassol, adquirindo seu grão para produção de óleo comestível, particularmente em Goiás, São Paulo e na região norte do Paraná. ''A expansão da cultura, como oleaginosa, depende do interesse da indústria de óleos vegetais por sua exploração e da remuneração paga ao produtor'', conclui Regina. Mais informações sobre a reunião no site: www.cnpso.embrapa.br/rnpg/.

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