Pesquisa barateia espécies raras
Orquidófilos de cinco estados brasileiros se reúnem em Londrina de 8 a 10 de dezembro para participar da 6ª Exposição Nacional de Orquídeas, que acontecerá no Shopping Royal Plaza. O evento, promovido pelo Círculo Norte Paranaense de Orquidófilos e Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil, vai expor cerca de mil plantas reunidas por 25 associações.
De acordo com o engenheiro agrônomo Valter Miguel Kranz, membro da diretoria do círculo, as principais novidades da exposição serão as diferentes espécies de plantas híbridas, que oferecerão aos colecionadores novas opções em termos de combinação de cores, formatos e brilhos. Os apreciadores das flores também terão a oportunidade de observar orquídeas raras, exóticas (vindas de outros continentes) e mini-orquídeas, cuja flores atingem altura de um centímetro.
ReproduçãoEle ressaltou que o desenvolvimento das técnicas de reprodução in vitro contribuiu muito para tornar o cultivo mais acessível. A biotecnologia surgiu para facilitar a reprodução das orquídeas, que é complicada de acontecer naturalmente. afirmou.
Entre as novas técnicas, o orquidófilo destacou o cultivo de sementes in vitro e a micropropagação, que desenvolve meristemas com aplicação de hormônios, para formação de mudas mais resistentes. Graças a estas tecnologias, explicou, as plantas raras estão ficando mais baratas e mais fáceis de serem encontradas.
Em média, as orquídeas custam de R$ 5 a R$ 300, para os colecionadores e de R$ 20 a R$ 80, nas floriculturas. A planta mais cara da nossa região deve valer em torno de R$ 1,5 mil, disse Kranz, que possui cerca de 500 vasos. Para os orquidófilos, o preço paga a satisfação de acompanhar as floradas das plantas, que acontecem uma vez por ano e duram cerca de 20 dias.
PreservaçãoUma das principais mobilizações dos cultivadores diz respeito à preservação das espécies. Segundo o engenheiro agronômo, existem muitos exemplares que não estão mais disponíveis na natureza e só sobrevivem graças ao empenho dos orquidófilos. Como exemplo, ele cita a Laelia purpurato, pertencente à sua coleção particular e que já foi extinta em seu habitat natural. Algumas plantas só sobrevivem em ambientes específicos. Se as matas onde se desenvolvem são derrubadas, elas fatalmente desaparecem, lamentou.
Ele também manifestou preocupação com o comércio de orquídeas na Serra do Cadeado, argumentando que os vendedores da beira da estrada retiram as plantas das áreas de preservação na região. São espécies difíceis de serem cultivadas em casa, que acabam morrendo se tiradas da serra. Essas pessoas estão acabando com o patrimônio genético do local, denunciou.
O ambiente ideal para cultivar orquídeas exige umidade relativa acima de 70% e precisa ser livre de correntes de vento, apesar da necessidade de ventilação. É recomendável proteger o lugar com uma tela de sombreamento, que proteja da incidência direta do sol mas permita uma boa iluminação.
Outro cuidado necessário é evitar a adição de água em excesso, para evitar encharcamento. De acordo com Kranz, o ideal é colocar água a cada três dias, aumentando a frequência no tempo seco e suspendendo o processo nos dias de chuva. Em hipótese alguma, deve-se apoiar o vaso em um prato com água ou substituir o xaxim por terra, ensinou.
Durante os três dias de exposição, seis produtores em escala comercial estarão vendendo plantas. No dia abertura, na próxima sexta-feira, serão premiadas as melhores representantes nas categorias mini-orquídea, exóticas, espécies, híbridas e botânicas. Também serão contemplados o produtor que acumular mais pontos e a melhor planta entre todas.
O evento estará aberto ao público a partir das 20 horas, na sexta-feira e das 10 às 22 horas, durante o fim-de-semana, com entrada franca.





