Pesquisa alerta para necrose da soja
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sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Reportagem Local 
Reportagem Local
A Embrapa identificou na última safra, no Paraná, o vírus que provoca necrose de haste da soja. A doença já havia causado prejuízos econômicos em lavouras na região de Barreiras, Sul da Bahia, e no Sudoeste de Goiás, nas
safras anteriores.
Nossa surpresa é a rapidez com que o vírus se disseminou de uma safra a outra, de Goiás para o Paraná, regiões razoavelmente distantes. Além disso, temos outra preocupação: ainda não sabemos em qual planta o vírus fica armazenado na entressafra da soja, o que dificulta medidas controle, explica o pesquisador da Embrapa Soja, Álvaro Almeida.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, as cultivares suscetíveis podem apresentar perda total da produção. O vírus é transmitido para as plantas pela mosca branca. No entanto, devido ao grande fluxo dos insetos para as lavouras, o controle químico é insatisfatório. A incidência de plantas mortas depende da população de mosca branca, as quais disseminarão o vírus na lavoura, em maior ou menor intensidade.
O vírus não se transmitiu pelas sementes, nas variedades suscetíveis testadas. Os pesquisadores ainda não determinaram em quais espécies de plantas o VNHS se mantém. Para o produtor que vai plantar soja este ano, uma boa notícia: as pesquisas já demonstraram que diversas cultivares de soja são resistentes. É preciso procurar orientação técnica e saber identificar o problema.
De acordo com Álvaro Almeida, as folhas das plantas de soja atacadas pelo vírus, localizadas nos nós
inferiores das plantas, apresentam um aspecto de mosaico, com diferentes tonalidades de verde.
Plantas infectadas durante os estágios iniciais de desenvolvimento apresentam redução de crescimento, com morte do broto da planta. Posteriormente, as plantas necrosam e morrem. Quando a infecção é mais tardia, nem todas as plantas morrem, mas há redução do número de vagens formadas, diz Almeida.
A Embrapa Soja vem conduzindo vários estudos para avaliar a reação da maioria das cultivares de soja recomendadas. A partir desse levantamento foi possível indicar as cultivares resistentes ao vírus para várias regiões produtoras. É importante enfatizar que o vírus não é disseminado via semente,
diz Alvaro.


