Perspectivas do setor para 97
Em 1966 a suinocultura foi marcada pela grande oferta de suínos para o abate, devido ao aumento dos plantéis, a entrada no mercado de animais de granjas novas, criadas em 1994 e 1995, e a melhoria dos índices de produtividade. As consequências para os suinocultores foram a queda dos preços recebidos por quilo de suíno vivo ou de carcaças, e a obtenção de retornos econômicos muito baixos ou negativos, uma vez que o preço dos insumos utilizados na criação aumentaram consideravelmente em 1996.
A estratégia mais indicada para os suinocultores em 1996 foi comercializar animais leves, com peso entre 70 e 85 kg, uma vez que a relação preço suíno-custo da alimentação não favorecia a venda de suínos com 95 a 100 kg de peso vivo. Para vender suínos com esse peso, recomendava-se aplicar técnicas de restrição alimentar, com o objetivo de ober melhores índices de conversão, reduzir os gastos com a alimentação, melhorar o rendimento de carne e os índices de bonificação de carcaça, como única forma de aumentar a receita.
PerspectivasA redução do tamanho dos plantéis e do número de granjas ocorrida em 1996, provocaram uma diminuição na oferta de suínos para o abate e aumentaram os preços recebidos pelos produtores já no início de 1997. Com o início da nova safra, observa-se um aumento da oferta de milho, com redução no preço por saca e com reflexos favoráveis para a suinocultura, pois permite reduzir ou manter estável o custo da alimentação dos suínos no decorrer do ano, dependendo da oferta de outros insumos, principalmente do farelo de soja.
Espera-se, pois, que o ano de 1997 e o início de 1998 sejam favoráveis para os suinocultores. Nesta situação a estratégia que os suinocultores devem adotar em 1997 parece ser exatamente oposta àquela recomendada para 1996, ou seja, ao invés de comercializar suínos para o abate com menos de 90-100 kg de peso vivo, os criadores devem aumentar o peso de venda dos animais para 110, 115 ou 120 kh. Com isso, devem ter como objetivos principais aumentar a renda líquida e recuperar os prejuízos obtidos no transcorrer do ano passado - recomendam os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa de Suínos e Aves, órgão da Embrapa sediado em Concórdia, SC.
BenefíciosSegundo a pesquisa, considerando-se que a produção de suínos para 1997 está limitada pelo número de leitões disponíveis, número de granjas e tamanho dos plantéis definidos em 1996, o retorno pode ser aumentado vendendo-se mais quilos de peso vivo ou de carcaça por suíno comercializado.
Estudo feito pela Embrapa Suínos e Aves indicou que o peso ótimo de venda de suínos para o abate é de 115 a 120 kg de peso vivo, sempre que a relação preço do suíno vivo-preço do kg de milho em grão for superior a 7. Se o preço do miho em grão for de R$ 0,12/kh, para vender os animais com 110/120 kg de peso vivo é necessário que o preço do suíno vivo seja de, no mínimo R$ 0,90/kg.
Aumentando-se o peso do abate, reduz-se o custo fixo por animal produzido. Isto significa que, por exemplo, para comercializar 1.200 kg de suínos, são necessários 10 animais de 120 kg, ao invés de 12 com 120 kg de peso vivo cada. Este raciocínio é fundamental para terminadores, que podem diluir em suínos mais pesados o custo dos leitões adquiridos, e para criaodres de ciclo completo, que comercializam um número fixo de suínos para o abate por ano.





