Período de festas impulsiona comércio de frutas
Produtores da região contribuem para abastecer comércio local
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sábado, 04 de janeiro de 2020
Produtores da região contribuem para abastecer comércio local
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
Por trás da mesa farta e variada, uma verdadeira cadeia de produtividade e serviços. A adubação, a colheita, a distribuição e o comércio são parte dos bastidores de vários gêneros alimentícios e isso também acontece com as frutas mais procuradas no período de festas - Natal e Ano Novo. Frutas tradicionais como a uva, a lichia e o pêssego são produzidas na região de Londrina e abastecem diversos estabelecimentos também. É o caso da uva vitória, cultivar sem sementes, da produtora Edna Soares Camargo Barros, de São Sebastião da Amoreira.

Localizada na Vila Rural dos Pioneiros, a propriedade reserva 250 metros de seus cinco mil, para as parreiras desde 2011 e a família soma 26 anos de experiência, iniciada em Marialva. "Nesse ano, a colheita adiantou. Ontem foi a última caixa", explica. Sem sementes e bem docinha, a fruta que chega ao consumidor é vendida em sacolões e no Ceasa de Londrina. "Vem também pessoas comprar por quilo". Ao todo, 80 pés que agora passam por um período de repouso. "A terra vai descansar de 15 a 20 dias, tem todo o processo de poda para em abril colher novamente", informa a produtora.
Além das uvas, outras frutas dividem a mesa e a preferência do brasileiro. Por isso, o comerciante Gildo Antunes, da Casa Onish, redobra os cuidados com o abastecimento de sua mercearia. Lichia, pêssego branco e amarelo, abacaxi, cereja americana, figo maduro, castanha portuguesa e romã não podem faltar no fim de ano e nas semanas seguintes. "O pêssego é de Mauá da Serra, a lichia de Assaí e tem uva niágara de Ibiporã. Quanto mais próximo, mais fresquinho", valoriza o comerciante ao prestigiar os produtores locais. A nectarina, as frutas vermelhas como morango, framboesa, amora e blueberry fazem parte do mix - com grande demanda. Dada suas propriedades, a uva pode ser considerada a vedete dessa época do ano e na Casa Onish há diferentes qualidades como a thompson, que é a branca, e krinsom, a vermelha .
Frutas secas e mel
Outro produto que não faltou na mesa dos brasileiros nas ceias de Natal e Ano Novo é o mel. Ele é bastante utilizado em receitas como molhos doces e salgados, biscoitos, pães, legumes caramelizados, bebidas e outros. O tradicional tender com recortes quadriculares, cravos da Índia espetados e cobertura com mel é só um dos exemplos e parte da memória de muitas pessoas. Haja mel para dar conta dos banquetes. As abelhas, operárias disciplinadas que são dão conta do recado. O produtor Miguel Gomes Celestino conta com 140 colmeias distribuídas em oito sítios arrendados localizados na região. Estão em Guaravera, São Luiz, e Paiquerê, só para citar. "Temos os fregueses fieis e graças às propriedades do mel, o consumo é crescente".
Em 2019, Celestino já colheu 2 mil toneladas do líquido açucarado e viscoso. "A colheita vai até o final de janeiro de 2020 e acredito que chegaremos a 2,5 toneladas. Em 2018, foi menor, 1200 toneladas porque eram menos colmeias". De acordo com o produtor, a florada é determinante para a colheita prosperar e a mais recente foi muito boa. O mel silvestre é o predominantemente comercializado e as dentre as 420 espécies de abelhas existentes, os enxames de Celestino são de europeia africanizada e Jataí, que é nativa. Os favos na bandeja, as embalagens de 300 gramas a 1 litro são os formatos mais procurados. "Vendemos até de balde de 20 a 30 quilos". Mas quem compra tanto mel, pode estar se perguntando o leitor? "As culinaristas usam muito em suas receitas, fora o boca a boca. Meu freguês que vende pra mim", comemora.


