A informalidade das vendas, segundo o técnico da Emater Romeu Suzuki, facilita a ação dos compradores caloteiros. Há produtores que entregam o produto tendo como garantia apenas a anotação da quantidade levada em um pedaço de papel. Muitos compradores não aceitam a emissão de notas fiscais dos produtores alegando a condição de micro-empresários. Mas a modalidade mais comum de calote ainda é o cheque (sustado ou sem fundo).
Esses compradores realizam corretamente as primeiras compras, com pagamento à vista. Depois da credibilidade conquistada dão o golpe e desaparecem. Alguns retornam meses depois se justificando também como vítimas das empresas que representavam.
O produtores de Marilândia do Sul, após sucessivos golpes, elaboraram um ''perfil'' básico do caloteiro. Apesar de nem sempre os cuidados darem bons resultados ainda é uma forma de alerta para o produtor. Entre os cuidados estão: cheques de contas abertas a menos de um ano, pessoas que utilizam cheques de terceiros ou mesmo de parentes.
O produtor Revimar Peres lembra que a mercadoria sai da propriedade e os horticultores levam até 30 dias para receber os cheques de pagamento pré-datados para mais 40 dias. É comum, no momento do pagamento, esses compradores ''promoverem'' descontos alegando que a mercadoria levada não tinha bom padrão de qualidade.

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