Pequenos dependem de crédito
Para possibilitar a sobrevivência de três famílias em uma propriedade de oito alqueires no Patrimônio Guairacá, em Londrina, o agricultor Nildo Moreira e seus dois filhos deixaram de cultivar grãos e passaram a investir na olericultura. Morando há trinta anos na mesma propriedade, ele contou que até à década de 80 conseguia sobreviver da soja e do milho, mas hoje em dia está impossível. Com a olericultura, ele afirma que apenas é possível pagar as contas. Os insumos são muito caros, às vezes temos prejuízos. disse.
Para Nilson Ladeia, secretário de Agricultura de Londrina, a manutenção dos pequenos proprietários na zona rural depende da liberação de crédito para viabilizar a atividade agrícola. Ele confirmou que a principal dificuldade desses grupos é a falta de recursos para comprar insumos, além da pouca estrutura de máquinas para viabilizar o plantio de grãos.
Os bancos privados não se interessam em destinar recursos para os pequenos, criticou. Por outro lado, linhas de crédito subsidiadas como Pronafinho e Paraná 12 Meses são insuficentes para atender a todos. Em Londrina, exemplificou, o Pronafinho disponibilizou crédito para 300 produtores, mas há 700 interessados.
O secretário orientou que os pequenos proprietários devem buscar tecnologias alternativas para permanecer na terra. É preciso sair da soja e do milho, disse. Uma boa opção para áreas reduzidas são as olerícolas, as frutas, o bicho-da-seda e a avicultura. Para implantar essas culturas, no entanto, é necessário investir.





