Pequenas margens
Pequenas margens
O agrônomo José Vicente Ferraz, da FNP Consultoria & Comércio, de São Paulo, avalia que as margens da pecuária ainda estão bem estreitas para que o pecuarista assuma grandes riscos na atividade, a exemplo do que poderá ser o confinamento neste ano. Há 20 dias a situação era outra, mas com a mudança climática hoje se considera que o risco é maior.
Este ano, segundo Ferraz, melhorou a situação do criador e daquele pecuarista que também faz a recria e foram reduzidas as margens dos invernistas, que apenas compram boi para engorda.
O agrônomo Victor Abou Nehmi Filho, também da FNP, de São Paulo, acostumado a analisar os ciclos da pecuária, escreveu no Anualpec 99 (publicação de sua empresa) que este ano será o início de um novo ciclo de baixa nos preços pecuários, a estender-se até 2001, devido a redução da idade de abate, provocando maior demanda por bezerros.
Nehmi acredita que a oferta de bezerros em 1999, após dois anos de retenção de matrizes e estímulo da cria, deverá começar a aumentar, principalmente no segundo semestre, provocando a desvalorização dos preços dos bezerros e da vaca gorda em relação aos preços do boi gordo.
Mas os preços (fêmeas e bezerros) segundo o agrônomo deverão cair proporcionalmente menos do que nos anos anteirores, uma vez que a necessidade cada vez maior de bezerros, a estrutura do rebanho brasileiro deverá estar sendo modificada pelo mercado pecuário, no sentido de estimular o crescimento da participação das fêmeas em seu total.
Ele acredita que a queda não deverá desestimular a cria. Quanto maior for a produtividade do rebanho brasileiro, maior deverá ser a participação das fêmeas em sua composição.





