Pela valorização da semente
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sexta-feira, 15 de abril de 2005
Reportagem Local 
A modernização da agricultura tem como base o desenvolvimento de novas variedades, responsáveis pelo crescimento da produtividade e pela viabilização de áreas de cultivo em diversas regiões. Bom exemplo é o cultivo da soja e do algodão no centro-oeste do país, que só foi possível com o melhoramento e adaptação de novas cultivares. No caso da soja são hoje aproximadamente 130 cultivares à disposição do produtor. Existem variedades para atender condições de clima e solo, e ainda resistência a doenças e pragas.
Apresentadas ao produtor em vitrines tecnológicas ou dias de campo essas variedades atraem o agricultor pela qualidade do produto e por atender suas necessidades. Para que essas informações chegassem mais rápido e com segurança ao agricultor, produtores de sementes do Paraná , São Paulo e Santa Catarina criaram a Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária para trabalhar em parceria com Embrapa. ''Somamos os 30 anos de pesquisa da Embrapa com a experiência e o pragmatismo do produtor de sementes. O resultado foi a eficiência na geração de novas cultivares e na transferência de tecnologias'', destaca Geraldo Rodrigues Fróes, presidente da Meridional.
Para Fróes, a profissionalização do segmento sementes se deve à capacidade do agricultor, que acompanha o desenvolvimento de novas cultivares, utilizando sementes certificadas. ''A agricultura paranaense sempre foi modelo para outras regiões do país. E o setor sementeiro há seis anos vem apoiando e trabalhando junto à pesquisa desenvolvida pela Embrapa e Iapar'', destaca Fróes.
Nos últimos anos, a evolução tecnológica fez com que a semente deixasse de ser apenas uma propagadora da espécie e ampliasse seu papel na segurança nacional e no desenvolvimento da economia, analisa o gerente-executivo Ralf Udo Dengler.
Com Lei de Proteção de Cultivares, aumentou a responsabilidade do pesquisador de uma determinada cultivar. Ele ganha o direito de proteger e comercializar o material mas tem também que garantir que a semente carrega todas as características anunciadas. ''Funciona como qualquer outro produto do mercado. Se você compra um carro com determinadas especificações, não vai aceitar receber o produto incompleto'', compara Ralf.
''Por isso cada nova variedade precisa ser amplamente testada e isso só ocorre com amplitude geográfica. Foi aí que a Meridional entrou em parceria com a Embrapa, viabilizando estrutura técnica, física e financeira para ampliar as áreas de testes e dar segurança ao produtor'', informa Geraldo Fróes.
A Fundação Meridional junto com a Embrapa, investe no desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas. No ano passado, foram registradas seis cultivares de soja resistentes ao glifosato.


