Peixes juvenis diminuem perdas
Entre os 150 parceiros integrados ao projeto de piscicultura da Copacol, três foram selecionados para o fornecimento dos peixes juvenis, num total de 15 hectares de lâmina d'água. Estes produtores recebem os alevinos com peso médio de 1 grama e cuidam da evolução dos mesmos até atingirem 30 gramas.
A entrega de peixes juvenis, explica o engenheiro Nestor Braun, diminui o índice de perda para 5%. Além da morte natural há ainda as perdas por predadores, como as aves que ''roubam'' peixes em desenvolvimento.
No inverno, o desenvolvimento é mais lento. A temperatura, explica Braun, determina o metabolismo do peixe. Em águas mais frias, a circulação de sangue no organismo é mais lenta e com isso o consumo de ração também é menor. ''No frio, o peixe fica quase que em estado de dormência'', explica.
No verão, o tempo de produção de cada lote é de quatro meses. A conversão alimentar fica entre 1,3 quilos de ração para cada quilo de peixe. Além da ração, as tilápias também se alimentam das algas que se formam na represa. O controle da qualidade da água é feito por adubação química a base de superfostato e uréia.
Nestor explica que os diferenciais de automatização instalados na propriedde visitada pela equipe da FOLHA RURAL não são exigência para todas as propriedades. ''A maioria dos parceiros têm sistemas menos tecnificados mas nem por isso perdem na qualidade do produto'', garante. A produtividade média do projeto por propriedade está estimada em 3,5 toneladas por lote de peixes.
Após a retirada de cada lote as represas esvaziadas passam por um processo de desinfecção com o uso de cal virgem. (C.G.)





