Peixes crescem mais rápido
Antônio Marcon Filho já praticava a piscicultura em tanques de terra, mas há um ano decidiu ampliar a atividade para as ''gaiolas''. Proprietário de cem tanques-rede na represa Capivara, ele obtém 50 mil quilos de peixe a cada quatro meses. ''Os alevinos são colocados com 40 gramas e retirados com o peso mínimo de meio quilo'', informou.
Comparando as duas modalidades, ele garantiu que os peixes criados no lago crescem mais rápido, por causa das condições ambientais.''Tem mais oxigênio e o pH é equilibrado'', disse o produtor, que investiu aproximadamente R$90 mil no negócio.
Proprietário de 52 tanques, Sérgio Gambini lembrou que a possibilidade de criar um grande número de peixes num espaço reduzido também conta pontos para os tanques-rede. ''O manejo é mais fácil'', disse, acrescentando que o risco de doenças e o nível de estresse dos animais é menor.
O zootecnista Ricardo Almeida também possui 10 tanques-rede em Sertaneja, além de cuidar de 20 ''gaiolas'' de outro criador. Há três anos e meio na atividade, ele considera a remuneração ''razoável'', mas aponta três principais problemas enfrentados pelos piscicultores. Em primeiro lugar, ele citou o preço da ração, cotada no valor médio de R$580. A cada seis meses, ele utiliza 18 toneladas de alimento para obter 12 toneladas de peixe. ''É muito caro.''
Outra dificuldade é a falta de alternativas de comercialização, atualmente restrita aos pesque-pague. ''Como não há vias de saída, não temos como aumentar a produção'', argumentou. Por fim, ele afirma ser difícil encontrar peixes juvenis para comprar no mercado. ''E quando existem, são muito caros. Como eu não crio alevinos em tanques de terra, como fazem alguns produtores, enfrento problemas para comprá-los'', explicou. ( C.A.)





