Pedaços de madeira agilizam esparramação
Alguns pedaços de madeira, poucos pregos e o desejo da produção eficiente. Esses foram os ingredientes necessários para que o produtor Marcos Antonio Marques Pereira, de Lerroville, Distrito de Londrina, criasse o esparramador de café no terreiro. O equipamento com 1,80 m de largura, similar a uma lâmina, é adaptado a um trator de rabiças e permite que uma pessoa cuide sozinha do serviço de esparramar ou amontoar o grão em processo de secagem. O tempo gasto é de cerca de sete minutos. Antes era preciso de uma vaca (espécie de rodo manual) movida por três a quatro pessoas trabalhando por mais de duas horas, compara.
Pereira destaca que o produto se torna ainda mais eficiente em épocas de chuva ou no manuseio de café verde, quando o serviço fica mais pesado e escorregadio. O esparramador permite ainda determinar a espessura dos grãos no terreiro, facilitando o processo de secagem.
O produtor também utiliza um outro invento, cuja autoria é creditada a um cafeicultor do município de Pitangueiras, o separador e lavador de café. Ele adaptou a inovação, difundida por técnicos da Emater, às necessidade da propriedade. Em um tanque de alvenaria, Pereira coloca uma espécie de cesto, cuja armação é construída com barras de ferro e as paredes revestidas com pedaços de sombrite e restos de peneira.
Nele é depositado o café recém colhido e depois são colocados no tanque com água. Aí acontece um processo natural de seleção: os grãos secos bóiam; os cerejas e os verdes ficam no fundo do cesto; a sujeira é levada pela água para o fundo do tanque. Então, os cafés são recolhidos em separados e distribuídos também em espaços diferentes no terreiro. Essa separação melhora a qualidade. Graças ao uso do separador, meu pai foi campeão estadual do concurso Café Qualidade, em 2004, comemora Marcos Pereira. (C.G.)





